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MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Oncologia Radiológica (SEOR) sugeriu a necessidade de revisar as estratégias de rastreamento do câncer de cólon, que atualmente é recomendado para pessoas com mais de 50 anos, devido ao aumento preocupante de casos em pessoas abaixo dessa idade, conforme alertado por estudos recentes.
No âmbito do Dia Mundial do Câncer de Cólon, que é comemorado em 31 de março, os oncologistas de radiação enfatizaram que a triagem populacional provou ser uma "ferramenta fundamental" na detecção precoce de uma doença que é o segundo tipo mais comum de câncer e da qual se espera 44.573 novos diagnósticos este ano na Espanha.
Assim, o SEOR enfatizou a necessidade de reforçar a conscientização pública sobre prevenção e tratamento, revisando as estratégias de triagem e aumentando a conscientização sobre os fatores de risco, como estilos de vida sedentários, obesidade infantil e hábitos alimentares não saudáveis.
A Sociedade também quis enfatizar o papel da oncologia por radiação no tratamento do câncer de cólon. Nesse ponto, eles enfatizaram que as novas técnicas de diagnóstico, como a ressonância magnética e o PET-CT, melhoraram a forma de abordar a doença, permitindo caracterizar com precisão o tumor, avaliar sua extensão e selecionar o tratamento mais adequado.
ESTRATÉGIAS INOVADORAS DE RADIOTERAPIA
Sigfredo Romero, oncologista de radiação e coordenador do Grupo de Tumores Digestivos do SEOR-GI, discutiu alguns dos avanços na oncologia de radiação nos últimos anos. "No câncer retal localmente avançado, a radioterapia pré-operatória combinada com quimioterapia demonstrou melhorar o controle da doença e a sobrevida global", disse ele.
Romero detalhou que uma das estratégias mais inovadoras é a terapia neoadjuvante total (TNT), que combina quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia para otimizar a resposta ao tratamento. Esses esquemas tornaram possível a realização de cirurgias mais conservadoras e, nos casos em que se obtém uma resposta completa, evitar a cirurgia por meio da estratégia "observar e esperar", oferecendo assim aos pacientes uma melhor qualidade de vida", disse ele.
Ele também comentou que a radioterapia intraoperatória (IORT) possibilitou a administração de altas doses de radiação diretamente no leito do tumor após a cirurgia, o que é "especialmente útil" em tumores grandes, margens cirúrgicas afetadas ou recidivas locais. A terapia de radiação corporal estereotáxica (SBRT) demonstrou ser eficaz no controle de metástases no fígado, pulmões, linfonodos e ossos.
O especialista também mencionou as vantagens oferecidas pela terapia com feixe de prótons (PBT), "que permite que a radiação seja direcionada com maior precisão, minimizando o impacto em órgãos saudáveis", e a radioterapia guiada por ressonância magnética (MRgRT), com a qual a radiação pode ser ajustada em tempo real, dependendo do movimento do tumor.
"Não enfrentamos apenas o desafio de melhorar a sobrevida global, mas também de otimizar a qualidade de vida dos pacientes, oferecendo tratamentos menos agressivos e mais eficazes", concluiu o coordenador do SEOR-GI.
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