MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
Os neurofilamentos podem ser de grande utilidade para se obter um monitoramento mais preciso e um tratamento personalizado na esclerose múltipla, de acordo com especialistas do Neuro Summit 2025, um evento que visa aumentar o nível de conhecimento dos profissionais de saúde sobre biomarcadores na esclerose múltipla (EM) e no transtorno do espectro da neuromielite óptica (NMOS) e analisar seu uso na prática clínica.
Nessa reunião, que contou com a presença de Eva Ortega-Paíno, Secretária Geral de Pesquisa do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, foi discutido o impacto dessas ferramentas no prognóstico, monitoramento e tratamento da EM e NMO, bem como a experiência existente na prática clínica.
Nesse contexto, a Dra. Mariluz Amador, Diretora Médica da Roche Espanha, comentou que "conferências como esta são um exemplo de como a colaboração entre os diferentes agentes envolvidos ajuda a promover avanços significativos para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com essas patologias. Na Roche, continuamos trabalhando para garantir que a inovação científica tenha um impacto na vida dos pacientes".
A EM e a NMO são doenças neurológicas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A EM é caracterizada pela degeneração da mielina que protege as fibras nervosas, enquanto a NMO afeta principalmente o nervo óptico e a medula espinhal. Nos últimos anos, o uso de biomarcadores, como os neurofilamentos, proteínas presentes exclusivamente nos neurônios, melhorou muito a detecção e a abordagem personalizada dessas doenças, permitindo uma avaliação mais precisa dos danos neuronais.
Sua detecção no sangue demonstrou ser um biomarcador fundamental para avaliar a extensão do dano neuronal, fornecendo informações essenciais em doenças como a esclerose múltipla. "Os neurofilamentos são um biomarcador que deve ser usado cada vez mais, pois nos fornecem uma avaliação objetiva e precisa do estado da doença", disse o Dr. Alfredo Rodríguez-Antigüedad, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Universitário Cruces, em Vizcaya.
"Levando em conta que os neurônios são células que não têm a capacidade de se regenerar, eles são um biomarcador essencial para obter uma avaliação mais precisa da evolução da doença em cada paciente, pois nos permite saber se houve uma destruição do cérebro. Dessa forma, a progressão da doença pode ser avaliada e a eficácia dos tratamentos pode ser monitorada, algo que não podia ser feito com tanta precisão antes", acrescentou.
O especialista também enfatizou que, por ser um método simples, por meio da detecção no sangue, "é acessível e não invasivo, o que facilita seu uso na prática clínica". Em suma, são ferramentas que nos permitem avançar em direção a uma medicina mais personalizada, para adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente".
Por sua vez, a Dra. Luisa María Villar Guimerans, chefe do Departamento de Imunologia do Hospital Universitário Ramón y Cajal, em Madri, enfatizou que "a detecção de neurofilamentos no sangue ajuda a determinar o estado atual do dano neuronal e, assim, prever a progressão da doença, o que é essencial para decidir o tratamento mais adequado em cada caso e quando ele deve ser modificado".
Ela também destacou que esses biomarcadores ajudam a identificar diferentes mecanismos fisiopatológicos da doença, facilitando assim a busca por novos alvos terapêuticos. "É possível avaliar a eficácia de um tratamento em tempo real e ajustá-lo se necessário, o que abre uma gama de possibilidades para melhorar a qualidade de vida de nossos pacientes", acrescentou.
Ambos os especialistas também destacaram o impacto que a personalização da medicina tem sobre a otimização do uso de recursos, além de garantir que cada paciente receba o melhor tratamento no momento certo.
Durante a reunião, eles apontaram que o futuro da pesquisa visa melhorar a precisão desses biomarcadores e expandir seu uso no monitoramento de doenças a longo prazo. Eles também lembraram que o trabalho está em andamento para identificar novos alvos terapêuticos e avaliar como essas inovações podem ser integradas à prática clínica diária para personalizar as opções terapêuticas e obter melhores resultados de saúde.
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