MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O radiologista abdominal do Hospital de Bellvitge e especialista da Sociedade Espanhola de Radiologia Médica (SERAM), Dr. David Leiva Pedraza, lembra que os métodos de diagnóstico radiológico são essenciais para selecionar a melhor abordagem terapêutica adaptada a cada paciente com câncer colorretal.
Por ocasião do Dia Mundial do Câncer Colorretal, ele nos lembra que tratar cada paciente da maneira mais específica é essencial para obter os melhores resultados, e é aí que a radiologia desempenha um papel muito importante. Além disso, eles também têm uma função mais relevante, como a detecção precoce de lesões pré-malignas.
"A detecção precoce de pólipos adenomatosos é uma forma de evitar o desenvolvimento do CCR ou de permitir o tratamento do câncer em um estágio inicial", diz Pedraza. Atualmente, o melhor método de detecção do câncer de cólon é a colonoscopia em pacientes com sintomas, mas é igualmente necessário ter testes de triagem disponíveis para a população assintomática para a detecção precoce, como o exame de sangue oculto nas fezes.
Entre as técnicas de triagem aceitas, uma técnica radiológica, a colonoscopia virtual, está atualmente validada para a detecção precoce de pólipos e adenomas avançados, sendo bem tolerada pelos pacientes, segura e econômica.
"Os avanços tecnológicos significam que imagens de alta qualidade estão disponíveis com doses de radiação muito menores. Isso, juntamente com o aumento da disponibilidade desses exames, pode levar à sua introdução como um método adequado de triagem populacional. Atualmente, a colonoscopia virtual é usada como método de diagnóstico para pacientes nos quais a colonoscopia não é possível ou está incompleta, permitindo a análise de todo o cólon", diz Leiva Pedraza.
A radiologia está presente em quase todos os estágios do processo do câncer. A detecção é o primeiro estágio. Uma vez detectado, o estadiamento correto, o mais individualizado possível, é essencial para selecionar o melhor tratamento para o paciente. Pedraza explica que "por exemplo, a seleção correta de pacientes com neoplasias do reto significa que, em casos indicados, com uma excelente resposta aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, o órgão pode ser preservado sem cirurgia.
"Mas isso requer uma avaliação precisa para garantir que nenhum tumor permaneça, e a ressonância magnética (RM) do reto desempenha um papel fundamental nessa decisão, bem como no acompanhamento desses pacientes", explica.
Por outro lado, a avaliação das alterações tumorais nos exames de controle radiológico nos permite saber se os tratamentos são realmente eficazes, já que os tratamentos quimioterápicos não são isentos de efeitos colaterais. Conhecer a eficácia do tratamento o mais cedo possível permitirá alterar o tratamento e reduzir os efeitos indesejados de tratamentos menos eficazes.
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