Publicado 24/07/2025 07:25

Os médicos querem participar da avaliação de todas as ferramentas de IA antes que elas sejam implementadas

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MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

A segunda vice-presidente da Associação Médica Espanhola (OMC), Dra. Rosa Arroyo, propôs que todas as ferramentas de inteligência artificial (IA) para a área da saúde sejam avaliadas com profissionais de saúde por meio de experiências piloto antes de serem implementadas, com o objetivo de melhorar o atendimento ao paciente.

"O que propomos é que as experiências possam nos fornecer as ferramentas necessárias para corrigir antes que se tornem uma imposição e que não se obtenham os resultados que desejamos, o que também pode ser muito bom", disse Arroyo durante sua participação no 'webinar' 'Consultas médicas sem telas, IA para ouvir o paciente', organizado pelo Instituto #SaludsinBulos para apresentar a iniciativa de humanização Mírame a los Ojos (Olhe nos meus olhos).

Arroyo enfatizou que a profissão não se opõe à introdução desse tipo de tecnologia, mas que o objetivo é "não perder o núcleo fundamental do relacionamento com o paciente".

Por sua vez, a primeira vice-presidente da Associação Médica Espanhola (OMC), Dra. María Isabel Moya, lamentou que a digitalização da saúde tenha "piorado" a comunicação entre o médico e o paciente.

"Sou radiologista e passo grande parte do meu tempo fazendo tarefas burocráticas. Se a inteligência artificial cuidasse de coisas de pouco valor, eu poderia dedicar muito mais do meu tempo aos pacientes", disse Moya, que afirmou que, para cada hora de atendimento ao paciente, são necessárias duas horas de burocracia.

"A maior parte do meu tempo é gasta com a papelada, solicitando exames de ressonância magnética e anatomias patológicas, mas a mulher que eu vejo, tenho que ver em 5 minutos", acrescentou.

OLHE NOS MEUS OLHOS

Nesse momento, o coordenador do Instituto #SaludsinBulos, Carlos Mateos, apresentou a campanha de humanização "Mírame a los Ojos", lançada pelo Instituto #SaludsinBulos, à qual se juntou a Emancipatic, uma organização sem fins lucrativos especializada na emancipação digital dos idosos.

Os adultos mais velhos enfrentam inúmeras barreiras para uma comunicação clínica tranquila com os profissionais de saúde. "As dificuldades encontradas pelos idosos podem afetar significativamente a qualidade do atendimento e os resultados dos pacientes. Essas barreiras são multifacetadas e envolvem tanto fatores individuais quanto fatores externos, como os que envolvem a equipe de saúde e as organizações", disse Mateos.

Frederich Llordachs, porta-voz da iniciativa 'Mírame a los Ojos' e CEO da Llamalítica, disse que a IA generativa deve ser uma ferramenta fundamental para ajudar na comunicação entre profissionais de saúde e pacientes.

Nesse sentido, ele destacou que em sete comunidades autônomas está sendo testada uma ferramenta na atenção primária que ouve a conversa entre o médico e o paciente, transcreve-a automaticamente, identifica termos clínicos relevantes e gera um rascunho do relatório clínico, um escriba digital.

"Os escribas digitais estão ajudando os profissionais de saúde a tomar decisões de diagnóstico e tratamento, reduzir tarefas burocráticas e recuperar o olhar na comunicação clínica", concluiu Llordachs.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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