Publicado 09/02/2026 10:42

Os medicamentos com incidências de fornecimento diminuem 27% em 2025, para 207.

Archivo - Arquivo - Os possíveis danos associados aos medicamentos para o tratamento da dor
FAHRONI/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) -

O Centro de Informação sobre o Abastecimento de Medicamentos (CisMED), da Organização Farmacêutica Colegial, informou nesta segunda-feira que um total de 207 medicamentos foram afetados no ano passado por incidentes ou alertas no abastecimento das farmácias comunitárias, o que representa uma queda de 27,4% em relação aos 285 notificados em 2024.

De acordo com o relatório, com dados de 13.483 farmácias, foram registradas um total de 101.364.392 incidentes no abastecimento, 13,2% a menos que no ano anterior, quando o total foi de 116.818.024. Isso significa que 2025 é o segundo ano consecutivo em que o número total de incidentes e de medicamentos afetados diminui. A média semanal foi de 44 medicamentos com incidentes, 26,7% a menos que no ano anterior, quando esse número foi de 60 medicamentos. O CisMED tem como objetivo monitorar a falta de medicamentos nas farmácias em tempo real para poder antecipar os problemas de abastecimento e minimizar seu impacto nos pacientes. Dos medicamentos que apresentaram falta, apenas 6% eram medicamentos não substituíveis, enquanto em 2024 eram 8%. Uma em cada 10 incidências ou alertas detectados no CisMED pertence à lista de medicamentos críticos da União Europeia.

De acordo com o tipo de medicamento, dois em cada três medicamentos que apresentaram incidentes eram indicados para o sistema nervoso (20%), digestivo (20%), cardiovascular (14%) ou órgãos dos sentidos (12%). Seguem-se os medicamentos dermatológicos (9%) e anti-infecciosos para uso sistêmico (8%).

Os medicamentos com incidentes de fornecimento são utilizados em mais de 350 indicações, das quais as mais frequentes foram hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, neuralgia, artrite reumatoide, infarto agudo do miocárdio, cistite, lombalgia, enxaqueca, angina pectoris, artrose, depressão, dismenorreia (menstruação dolorosa), infecção da pele, febre e contratura muscular. O relatório detalha que, durante 2025, após o primeiro trimestre do ano, a falta de abastecimento de medicamentos antibióticos com amoxicilina pediátrica sofreu uma queda drástica que se mantém até hoje, passando de mais de 30% das farmácias com essa falta para menos de 10%.

Além disso, o relatório indica que a porcentagem de farmácias com falta de insulina aumentou durante o ano passado e, atualmente, é estimada em mais de 15%. O PAPEL DA FARMÁCIA COMUNITÁRIA

O vice-presidente do Conselho Geral de Farmacêuticos, Juan Pedro Rísquez, salientou que os problemas de abastecimento de medicamentos são uma questão complexa causada por múltiplos fatores e que geram incerteza, dificuldades para os pacientes e uma grande pressão sobre todos os agentes da cadeia de medicamentos. “As farmácias comunitárias não causam os problemas de abastecimento de medicamentos, mas estão ajudando a paliar seus efeitos”, destacou.

Segundo explicou, as farmácias são o primeiro local onde estas faltas são detetadas, mesmo antes de serem oficialmente notificadas ou de o problema se generalizar. Por isso, valorizou o papel de ferramentas como o CisMED, complementadas por outras como o FarmaHelp, que permitem oferecer uma solução em sete de cada dez ocasiões em que o paciente não dispõe do medicamento na sua farmácia habitual.

O vice-presidente do Conselho Geral de Farmacêuticos destacou, em linha com o último relatório do Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU, na sigla em inglês), que os farmacêuticos dedicam cerca de 11 horas por semana a gerir as faltas de fornecimento de medicamentos, ajudando o paciente a encontrar soluções para iniciar ou continuar o seu tratamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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