Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 16 mar. (Portaltic/EP) - A tecnologia da Niantic Spatial impulsionará a frota de robôs de entrega da Coco Robotics para que possam navegar com precisão em áreas urbanas, algo que será possível graças à contribuição dos jogadores do Pokémon Go.
O sistema de posicionamento visual (VPS) e a tecnologia de inteligência artificial espacial da Niantic permitirão que os robôs de entrega enfrentem os desafios das áreas urbanas, como prédios altos e zonas de grande fluxo de pessoas, que podem afetar o sinal de GPS, oferecendo uma localização precisa para que possam traçar a melhor rota de entrega.
“A nova versão do produto oferece a melhor confiabilidade da categoria, entrada flexível de dados a partir de uma ampla gama de fontes de dados 2D e 3D e cobertura global sem necessidade de varredura prévia”, explica a empresa de tecnologia em um comunicado.
O acordo com a Coco Robotics é o primeiro a testar essa tecnologia, que utiliza um modelo de IA alimentado com os dados coletados pelos jogadores de Pokémon Go — desde março de 2025, propriedade da Scopely — e Ingress, e que localiza a posição do usuário com base no que ele vê.
Segundo o diretor executivo da Niantic Spatial, John Hanke, “acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer com que o robô da Coco se mova pelo mundo com segurança e precisão é, na verdade, o mesmo problema”, como ele apontou à revista especializada Technology Review e foi divulgado pela Europa Press.
Especificamente, a Niantic utilizou 30 bilhões de imagens de ambientes urbanos agrupadas em pontos de interesse dentro dos jogos, como as academias de Pokémon, para que os jogadores fossem até elas. Cada local conta com imagens captadas em diferentes horários do dia, sob diferentes condições climáticas e de diferentes ângulos. E os metadados incluem informações sobre a captura, como o local exato, a orientação do celular e a velocidade com que ele se movia. Os robôs da Coco também contribuirão com suas capturas para desenvolver o que a Niantic Spatial chama de mapa vivo, ou seja, uma simulação hiper-realista do mundo que muda com ele, conforme explicou Hanke.
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