PHILIPP GUNZ, LICENSE: CC BY-NC-ND 4.0
MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, investigou por que e como nossa espécie desenvolveu um formato facial tão exclusivo.
O segredo é que o crescimento facial em nossa espécie é interrompido na puberdade.
O rosto humano é notavelmente diferente do de nossos primos e ancestrais fósseis; em particular, é significativamente menor e mais gracioso. Entretanto, as razões para essa mudança eram amplamente desconhecidas.
"Nossas descobertas revelam que uma mudança no desenvolvimento, especialmente durante os últimos estágios de crescimento, resultou em rostos menores", disse a primeira autora Alexandra Schuh, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, em um comunicado.
"Em comparação com os neandertais e os chimpanzés, que continuam a crescer, o crescimento facial humano é interrompido mais cedo, por volta da adolescência, resultando em um rosto adulto menor", acrescentou Schuch, cujo estudo foi publicado no Journal of Human Evolution.
DECLÍNIO NA ATIVIDADE DAS CÉLULAS ÓSSEAS
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam as mudanças no tamanho da face ao longo do desenvolvimento de um indivíduo, desde o nascimento até a idade adulta, em diferentes espécies. Isso permitiu que eles identificassem as principais diferenças de desenvolvimento entre elas. Além disso, ao analisar a atividade das células ósseas, a equipe observou um declínio que reflete a interrupção do crescimento observada por volta da adolescência em humanos.
"A identificação das principais mudanças no desenvolvimento nos permite entender como surgiram características específicas da espécie ao longo da evolução humana", diz Schuh. Esses resultados destacam parte dos mecanismos por trás da gracilização craniana, um processo que moldou a morfologia de nossa espécie.
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