MADRID 3 ago. (Portaltic/EP) -
Os dados de navegação dos usuários se tornaram um dos principais alvos dos cibercriminosos, com mais de 52.400 milhões de “cookies” roubados em um único ano, além disso, os registros desses dados são 4,6 vezes mais frequentes do que os de senhas, arquivos e cartões de crédito somados, com a Netflix e o Instagram entre os serviços preferidos.
Isso foi divulgado pelos especialistas da empresa de segurança cibernética NordVPN em uma nova pesquisa na qual, após analisar bancos de dados de “infostealers” durante o último ano, eles constataram que, além de facilitar a navegação na internet, os “cookies” se tornaram um bem muito cobiçado pelos cibercriminosos.
Especificamente, os especialistas identificaram mais de 52.400 milhões de “cookies” roubados em um único ano, expondo os usuários a riscos que vão desde o rastreamento e a criação de perfis até o sequestro de sessões. No caso da Espanha, o país ocupa a 17ª posição no ranking mundial, com 699.675.062 “cookies” encontrados nos bancos de dados analisados.
Além disso, trata-se de um tipo de informação muito procurado por agentes mal-intencionados, já que, conforme constatado, os “cookies” aparecem 4,6 vezes mais nos bancos de dados analisados do que todos os outros tipos de dados roubados juntos. Isso supera senhas, arquivos ou até mesmo cartões de crédito.
O interesse pelos “cookies” se deve principalmente ao fato de que eles são a moeda de troca dos cibercriminosos, permitindo-lhes realizar ações como ignorar completamente o processo de login. Isso ocorre porque eles podem reutilizar um “cookie” de sessão ativa para se passar por um usuário autenticado sem precisar da senha. Essa técnica é conhecida como “sequestro de sessão”.
Conforme explicou o diretor de tecnologia da NordVPN, Marijus Briedis, isso denota “uma mudança radical na forma como os ‘hackers’ operam”; eles não tentam mais apenas decifrar uma senha, mas “roubam a chave digital que está inserida na fechadura”.
NETFLIX, GOOGLE E FACEBOOK: PLATAFORMAS FAVORITAS PARA O ROUBO
Outro aspecto curioso destacado pelos pesquisadores é que a maioria dos registros de roubo de “cookies” não estava vinculada a contas bancárias, mas a outras plataformas de uso diário.
Assim, o Google lidera os bancos de dados em termos de “cookies” roubados, com 11,78 milhões de registros, seguido pelo Facebook (8,10 milhões) e pela Microsoft (7,85 milhões). Seguindo essa linha, os dados obtidos por meio dos alertas de sessões sequestradas da NordVPN revelam que a exposição de “cookies” de login também afeta plataformas de conteúdo e redes sociais.
Dessa forma, destacam-se serviços como Twitch, Netflix, YouTube, Reddit, Roblox ou Instagram, como plataformas que aparecem com frequência entre as informações analisadas de “cookies” roubados. Portanto, embora se possa pensar que sejam serviços menos relevantes, essas contas para navegar, assistir a conteúdo em streaming e para lazer também são valiosas para os cibercriminosos.
ROUBO DE “COOKIES” EM NÍVEL GLOBAL
A empresa de segurança cibernética destacou que esse tipo de operação é realizado em todo o mundo, colocando qualquer pessoa em risco. De acordo com seus resultados, foram registrados roubos de “cookies” em mais de 250 países e territórios.
Por exemplo, a Índia lidera o ranking com 4.680 milhões de cookies roubados, seguida pelo Brasil (2.830 milhões), Estados Unidos (2.430 milhões), Indonésia (2.100 milhões) e Filipinas (1.930 milhões).
Da mesma forma, levando em conta os “cookies” roubados e os números da população, o Uruguai, o Peru e o Chile foram os países que apresentaram a maior concentração de “cookies” roubados por habitante. No caso da Espanha, estima-se que tenham sido roubados 14,62 “cookies” por pessoa.
Diante desses roubos, a NordVPN destacou que a proteção tradicional deve ser acompanhada de uma resposta rápida. Isso porque mais de 96% dos registros de infecções analisados provinham de “dispositivos com software de segurança ativo”.
A esse respeito, Briedis destacou a importância de encerrar as sessões em plataformas e serviços, limpar o cache do navegador e utilizar ferramentas de monitoramento de sessões para desativar rapidamente as chaves digitais roubadas antes que possam ser exploradas.
“O roubo de cookies nos lembra que a segurança cibernética não consiste apenas em prevenir, mas também na rapidez com que você age quando algo dá errado. Se um cookie de sessão for roubado, encerrar a sessão das contas afetadas e atualizar essa sessão pode limitar significativamente os danos”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático