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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza reduziu a terra arável nesse enclave a um mínimo, a ponto de apenas 1,5% dessa terra ser utilizável e acessível atualmente, de acordo com um novo relatório das Nações Unidas.
O estudo, preparado pelo Centro de Satélites da ONU (UNOSAT) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), estima que os habitantes de Gaza só podem acessar cerca de 1.300 hectares de suas terras, ou 8,6% do total, dos quais apenas 232 hectares não estão danificados.
Do restante das terras, 86,1% estão destruídas e outros 12,4% são utilizáveis, mas inacessíveis à população local, sendo que ambos os casos são mais graves no norte e em partes do sul, como Rafah.
O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, alertou sobre a importância desses números em um momento em que Gaza está "à beira de uma fome em grande escala". "As pessoas estão morrendo não porque não há alimentos, mas porque o acesso continua bloqueado, os sistemas agrícolas locais entraram em colapso e as famílias não conseguem mais sustentar nem mesmo seus meios de subsistência mais básicos.
Por esse motivo, ele pediu acesso humanitário "urgente" para recuperar um mínimo de produção agrícola, "a única maneira de impedir que as pessoas morram". Nesse sentido, ele lembrou que "o direito à alimentação é um direito humano básico".
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