Publicado 21/05/2025 09:10

Os filhos de pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar têm um risco maior de desenvolver psicopatologia.

Os filhos de pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar têm um risco maior de desenvolver psicopatologia.
CIBER

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de pesquisadores, liderada pelo Centro de Investigación Biomédica en Red (CIBER), descobriu que os filhos de pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar têm um risco maior de desenvolver psicopatologia, em comparação com crianças cujos pais não têm essas doenças.

A pesquisa, da qual também participaram o Hospital Clínic, em Barcelona, e o Hospital Gregorio Marañón, em Madri, analisou variáveis como os diagnósticos psiquiátricos de pais e filhos, o nível socioeconômico da família, a idade dos pais no nascimento da criança e a presença de sintomas subclínicos relacionados à esquizofrenia ou ao transtorno bipolar.

"O estudo confirma esse risco aumentado e ajuda a entender melhor quais fatores influenciam os problemas de saúde mental em filhos de pacientes", disse Josefina Castro Fornieles, coordenadora do estudo e pesquisadora da área de Saúde Mental do CIBER (CIBERSAM), do Hospital Clínic de Barcelona, do IDIBAPS e da Universidade de Barcelona.

A pesquisadora do CIBERSAM no Hospital Clínic de Barcelona e primeira autora do artigo, Elena de la Serna, explicou que os padrões de sintomas variam de acordo com o diagnóstico dos pais, e que as crianças cujos pais têm esquizofrenia têm um risco maior de transtorno de déficit de atenção, transtornos disruptivos e sintomas psicóticos subclínicos.

Enquanto isso, os filhos de pacientes com transtorno bipolar têm maior prevalência de transtornos de humor, transtorno de déficit de atenção e sintomas bipolares subclínicos.

O artigo, publicado na revista 'European Child & Adolescent Psychiatry', também destaca fatores que podem atenuar esse risco, como melhor funcionamento psicossocial dos pais ou status socioeconômico mais alto, o que "destaca" a relevância das intervenções familiares e sociais.

Essa pesquisa acompanhou 238 crianças com idades entre 6 e 17 anos durante quatro anos, que foram avaliadas no início e no final desse período, reforçando a importância do acompanhamento de longo prazo de filhos de pacientes com doença mental grave e levantando a necessidade de elaborar estratégias preventivas nessas populações de alto risco.

"Embora sejam necessários estudos com amostras maiores, esta pesquisa contribui para uma melhor compreensão dos mecanismos de transmissão intergeracional da vulnerabilidade aos transtornos mentais na infância e na adolescência", concluiu a equipe de pesquisa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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