Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - O Conselho Geral dos Colégios Farmacêuticos reivindicou a necessidade de os profissionais de saúde prestarem cuidados de saúde com uma perspectiva de gênero e sexo, tendo em conta que as mulheres e os homens adoecem e reagem de forma diferente à patologia e aos tratamentos.
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, os farmacêuticos lembraram que existem patologias que afetam mais e de forma diferente as mulheres, como doenças cardiovasculares e suas complicações, osteoporose, infecções urinárias, enxaqueca, asma, doenças neurológicas, infecções sexualmente transmissíveis, menopausa, contracepção ou doenças mentais.
Além disso, os farmacêuticos salientam que é preciso ter em conta que a biologia também determina a forma como os medicamentos atuam e são metabolizados, condicionando assim o resultado terapêutico. Neste sentido, salientam que as mulheres têm uma percentagem de gordura corporal superior à dos homens, o que afeta o volume de distribuição de alguns medicamentos.
A isso deve-se acrescentar que seus rins têm menor capacidade de filtração (10% inferior à dos homens) e, por isso, retêm por mais tempo o medicamento inalterado, que permanece na corrente sanguínea, prolongando seu efeito no organismo. Da mesma forma, apontam que a população feminina tem um risco maior, entre 1,5 e 1,7 vezes superior, de sofrer reações adversas aos medicamentos, com impacto real na sua saúde. A estas diferenças acrescem outras de género, que transcendem a biologia e fazem com que mulheres e homens expressem os seus sintomas de forma diferente. Também destacam que é preciso levar em conta os determinantes sociais da saúde que podem afetar as mulheres em diferentes graus, chegando até mesmo a produzir desigualdades no acesso aos tratamentos. 71% DOS PROFISSIONAIS DE FARMÁCIA SÃO MULHERES
O Conselho Geral lembra que o fato de 71% dos profissionais que atuam na farmácia serem mulheres torna a profissão “especialmente sensível e consciente” da importância de prestar atenção à perspectiva de gênero e sexo. A isso, acrescenta que as mulheres têm um papel majoritário na liderança da profissão. De fato, no conjunto da organização farmacêutica (que inclui o Conselho Geral, as Ordens Oficiais de Farmacêuticos e os Conselhos Autonômicos), as mulheres representam 57,41% dos cargos, contra 42,59% ocupados por homens.
No caso dos Colégios Oficiais de Farmacêuticos, a presença feminina é maioritária, com 58,77% de mulheres contra 41,23% de homens no conjunto das juntas governativas.
Por último, o Conselho Geral assinala que traduziu essa sensibilidade da profissão com a abordagem de género e sexo em iniciativas concretas que posicionam as 22 231 farmácias comunitárias de Espanha como «locais seguros» e com profissionais que acompanham as pacientes na prevenção e tratamento das suas patologias com «esta visão diferenciadora».
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