MADRID 3 out. (EUROPA PRESS) -
A Farmacêutica de Atenção Primária (FAP) do Serviço Galego de Saúde, Beatriz Riveiro Barciela, destacou que a presença dessa figura profissional nos centros de saúde se traduz em "melhores prescrições", o que, por sua vez, melhora a eficácia dos tratamentos e a segurança dos pacientes.
Foi o que ela disse durante o 28º Congresso Nacional da Sociedade Espanhola de Farmacêuticos de Atenção Primária (SEFAP), no qual destacou que essa integração dos farmacêuticos de atenção primária nos centros de saúde de todas as comunidades autônomas é uma das principais reivindicações da SEFAP, e enfatizou que atualmente isso só está acontecendo em comunidades autônomas como Galícia, Extremadura e parte das Ilhas Baleares.
"Temos uma proporção de um farmacêutico de atenção primária para cada 25.000 carteiras de saúde. Não há nenhuma região autônoma na Espanha que chegue perto desse número. Na verdade, o modelo dessa assistência farmacêutica é atualmente o modelo a ser seguido pelo restante das comunidades autônomas", disse Riveiro sobre o sistema galego.
Ele continuou explicando que os farmacêuticos galegos da atenção primária estão integrados às equipes desses centros, onde têm seu próprio consultório e desempenham um papel na área da saúde.
"Temos uma agenda, como o resto dos profissionais de saúde, com consultas presenciais e telefônicas. E os pacientes podem marcar uma consulta com seu farmacêutico de atenção primária diretamente, sem precisar ser encaminhados por outro profissional", acrescentou.
Ele também disse que os farmacêuticos da atenção primária desempenham um papel fundamental na coordenação do atendimento, promovendo a colaboração e o trabalho em equipe com hospitais, serviços de farmácia hospitalar e farmácias comunitárias.
"Para a equipe de saúde, somos o especialista e o ponto de referência para medicamentos. Os médicos têm um farmacêutico de atenção primária acessível em seu próprio departamento para perguntar e confiar para responder a quaisquer perguntas que possam ter sobre medicamentos", acrescentou.
É por isso que ele enfatizou a importância de o restante das comunidades autônomas generalizar esse modelo e que é uma "questão de vontade" por parte das autoridades.
"O modelo já tem muita credibilidade, mas também é uma questão de planejamento para incorporar os recursos necessários para poder garantir a assistência farmacêutica com equidade nesse nível de atendimento", argumentou.
Outro argumento a favor do modelo, de acordo com Riveiro, é a proximidade com o paciente, o que possibilita a resolução de dúvidas sobre o uso correto de seu tratamento farmacológico, reações adversas ou problemas de adesão.
"O farmacêutico da atenção primária atua como uma ponte entre o paciente, o médico e o sistema de saúde em geral, o que indiretamente leva a uma redução significativa dos custos evitáveis, como medicamentos inapropriados ou internações por reações adversas e, portanto, a um aumento da satisfação dos pacientes e dos profissionais de saúde", concluiu.
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