Publicado 14/08/2025 09:41

Os farmacêuticos alertam que o omeprazol não é um protetor estomacal e que seu uso indevido pode trazer riscos

Archivo - Arquivo - Homem com dores no estômago e no intestino.
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / THARAKORN - Arquivo

MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral das Associações Oficiais de Farmacêuticos da Espanha (CGCOF) alertou que os inibidores da bomba de prótons (IBP), como o omeprazol, não são protetores estomacais e rotulá-los como tal pode incentivar o uso inadequado como prevenção geral de problemas digestivos e aumentar o risco de reações adversas.

Os farmacêuticos explicaram que os IBPs servem para evitar a hipersecreção de ácido e, no caso do omeprazol, o mais popular, seu uso por mais de um ano ou em altas doses foi associado a níveis reduzidos de vitamina B12, o que pode levar a um tipo de anemia; de magnésio, o que pode causar fraqueza muscular e cãibras; e de cálcio, o que pode levar à osteoporose e ao aumento do risco de fraturas.

Por esse motivo, eles insistiram que o medicamento deve ser usado somente para sua indicação autorizada e sempre sob a orientação de um profissional de saúde, na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível. Além disso, eles aconselharam a realização de uma reavaliação periódica da necessidade de tratamento, pelo menos uma vez por ano.

No caso do omeprazol sem prescrição médica, o tratamento é de 20 mg uma vez ao dia, de preferência pela manhã, meia hora antes do café da manhã, para o tratamento dos sintomas de refluxo gastroesofágico, e por um período máximo de 14 dias. Se após sete dias não houver melhora dos sintomas, o médico deverá ser consultado.

O CGCOF quis fazer esse alerta, aproveitando a época do verão, quando o aumento das temperaturas, as férias e as viagens alteram o estilo de vida. É comum cair em excessos e desequilíbrios nutricionais que desencadeiam digestões pesadas e sintomas como sensação de peso, prisão de ventre, inchaço ou refluxo, entre outros.

MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS

Nesse contexto, os farmacêuticos detalharam os tratamentos disponíveis nas farmácias e sem receita médica para tratar esse tipo de episódio.

Para inchaço, distensão abdominal, gases, arrotos ou flatulência, os especialistas destacaram a utilidade da simeticona ou de outros silicones em monoterapia oral, que reduzem a tensão superficial das bolhas de gás no sistema digestivo, favorecendo sua eliminação; assim como a dimeticona, silicones em associação com enzimas pancreáticas que facilitam a digestão em nível intestinal; e o carvão ativado, que atua absorvendo partículas de gás em nível intestinal.

Se o problema for constipação, eles enfatizaram que os medicamentos devem ser usados quando as medidas higiênico-dietéticas não funcionarem. Nessa situação, os laxantes, que aumentam o trânsito colônico e/ou amolecem as fezes, são indicados.

Para refluxo ou azia, os medicamentos indicados dependem da sintomatologia específica. Especificamente, eles são divididos em quatro grupos: alginatos; antiácidos, como o almagate; antagonistas H2, como a famotidina; e os já mencionados inibidores da bomba de prótons (IBP), como o omeprazol.

Por fim, como tratamento para a dor da cólica, eles apontaram que, sempre sob orientação farmacêutica e por curtos períodos de tempo, pode-se considerar o uso de butilescopolamina, que reduz os espasmos no trato gastrointestinal e, portanto, a dor.

MEDIDAS HIGIÊNICO-DIETÉTICAS

Além do tratamento farmacológico, o Conselho Geral enfatizou que a primeira coisa a fazer diante desse tipo de doença é adotar medidas higiênico-dietéticas preventivas.

Entre elas, é essencial evitar, na medida do possível, grandes refeições, alimentos picantes e molhos fortes. Você pode fazer de quatro a cinco refeições por dia, mas em quantidades menores e em horários regulares. A dieta deve incluir mais frutas, vegetais e fibras e menos alimentos ultraprocessados e ricos em gorduras, açúcares ou aditivos.

Quando se trata de cozinhar, os farmacêuticos convidam as pessoas a optarem por alimentos grelhados, evitando frituras e alimentos empanados. Ao comer, os alimentos devem ser bem mastigados e deve-se dedicar tempo suficiente para a refeição, entre 20 e 45 minutos.

Eles também aconselharam as pessoas a se manterem adequadamente hidratadas, especialmente no verão, tentando consumir de 1,5 a 2 litros de água por dia, ou seja, de oito a 10 copos, e tentar beber, mesmo que não esteja com sede. Por fim, é aconselhável fazer exercícios físicos moderados, tomando precauções extremas contra altas temperaturas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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