MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral das Associações Oficiais de Farmacêuticos recomenda que, antes das férias de verão, você planeje os dias em que ficará fora de casa para levar todos os medicamentos necessários, especialmente se for viajar para o exterior, para que possa dar continuidade ao seu tratamento.
A Pharmacists ressalta que a não adesão a tratamentos medicamentosos é um "problema de saúde pública de primeira magnitude" que deve ser tratado a partir de uma "perspectiva global", na qual "os pacientes e os profissionais de saúde desempenham um papel muito importante".
"No verão, a mudança de rotinas que ocorre durante as férias pode levar a uma diminuição da adesão ao tratamento, afetando a ingestão de medicamentos em horários específicos", apontam.
Por esse motivo, eles apontam que uma boa medida é utilizar um sistema de lembretes ou alarmes por meio do uso de um aplicativo que o lembre de tomar a medicação. "Dessa forma, o esquecimento devido a essas mudanças na rotina pode ser evitado", acrescentam.
Também é aconselhável levar sempre consigo uma ou duas doses de cada medicamento, tendo em mente que alguns medicamentos podem exigir condições especiais de armazenamento. "Em geral, os medicamentos devem ser armazenados em locais frescos da casa e mantidos em suas embalagens originais. Isso significa não deixá-los ao sol no carro, o que é comum nessa época do ano", explicam.
O Conselho Geral insiste na importância de os pacientes estarem bem informados para evitar complicações decorrentes da má adesão em cada patologia específica, incluindo falha terapêutica e redução do controle dos problemas de saúde, aumento da probabilidade de recaídas e agravamento da patologia, aumento da morbidade e mortalidade e aparecimento de efeitos colaterais ou intoxicações.
Também destacam que a não adesão pode piorar a qualidade de vida relacionada à saúde percebida pelo paciente e aumentar o uso e o custo dos recursos de saúde; de fato, a não adesão custa ao Sistema Nacional de Saúde 11,25 bilhões de euros por ano.
A farmácia também insiste em incentivar o autocuidado e adverte contra o consumo ou o aumento do consumo de certos alimentos e bebidas típicos da estação, como suco de toranja, laticínios ou álcool, que podem reduzir a eficácia dos tratamentos ou aumentar o risco de efeitos colaterais ao interagir com eles.
TRABALHANDO NA ADESÃO DURANTE TODO O ANO
O Conselho enfatiza que, nos países desenvolvidos, as taxas de adesão estão em torno de 50%, o que "revela o grande desafio de saúde que isso representa". "Mas há diferenças entre as diversas patologias. Por exemplo, os pacientes com hipertensão, diabetes e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) têm taxas de adesão geralmente baixas, de 52, 56 e 41%, respectivamente", afirmam.
Embora não existam estudos que quantifiquem a diminuição percentual da não adesão nesta época, os farmacêuticos acreditam que, se os números já são baixos, estima-se que possam ser menores durante o período de férias.
"Da mesma forma, dado que as patologias crônicas com as maiores taxas de não adesão são patologias silenciosas, como hipertensão ou dislipidemia, elas podem ser as que mais sofrem descompensação, principalmente porque os sintomas não são iminentes. Por esse motivo, os farmacêuticos recomendam trabalhar a adesão terapêutica durante todo o ano", acrescentam.
Sobre esse ponto, o Conselho assegura que o farmacêutico tem um papel muito importante na adesão aos tratamentos em diferentes momentos: "Por exemplo, na dispensação inicial, fornecendo informações personalizadas sobre medicamentos (IPM) por meio do Serviço de Dispensação, para evitar que não se inicie um tratamento, ou em uma dispensação de continuação, avaliando a adesão do paciente com questionários simples e propondo intervenções, sempre acordadas com o paciente para que sejam bem-sucedidas, o que pode levar a uma melhora na adesão".
Por fim, eles destacam o Serviço de Recondicionamento de Medicamentos usando Sistemas de Dosagem Personalizada (SPD). Nesse caso, o farmacêutico, usando suas habilidades profissionais e com a autorização prévia do paciente ou de seu representante legal, revisa sistematicamente a medicação em um ato pós-dispensação para recondicionar parte ou todo o tratamento em um dispositivo de dosagem personalizado, que ele entrega ao paciente e verifica seu uso.
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