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Designa quatro membros do Kataib Hezbollah, três “elementos iranianos” na liderança das Forças de Mobilização Popular e sete empresários
MADRI, 11 set. (EUROPA PRESS) -
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira novas sanções contra entidades e indivíduos que considera ligados ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah e à proeminente milícia iraquiana pró-iraniana Kataib Hezbollah, no âmbito da operação “Marginalizado Economicamente” lançada por Washington contra Teerã, afirmando que esses grupos são “afiliados” da República Islâmica.
“A operação ‘Marginalizado Economicamente’ tem como alvo aqueles que continuam apoiando o regime iraniano, que se encontra em decadência”, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que destacou grupos e pessoas “que financiam o terrorismo, lavam dinheiro ou ajudam o Irã a contornar sanções”. “Nós os encontraremos, os isolaremos do sistema financeiro americano e desmantelaremos as redes que mantêm o regime à tona”, garantiu.
Suas palavras foram registradas em um comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), órgão responsável pela aplicação de sanções do Tesouro dos Estados Unidos. O texto detalha, especificamente, medidas contra “alvos” que teriam “presença no Iraque, no Líbano, nos Emirados Árabes Unidos e na Turquia”.
Destacando o Kataib Hezbollah como facção “de destaque dentro do chamado ‘Eixo da Resistência’ do Irã”, o OFAC afirma que o grupo “recebe treinamento, armas, financiamento, inteligência e apoio logístico da Força Quds”, o braço de operações no exterior da Guarda Revolucionária, alegando ainda que a milícia “busca ameaçar o povo norte-americano tanto em seu território quanto no exterior”.
“Hoje (quinta-feira), o OFAC toma medidas contra quatro comandantes e membros da Kataib Hezbollah: Ali Hassan Farhan al Lami, um alto comandante da Kataib Hezbollah; e Hussein Ahmed Hussein al Dhuhaibawi, Mohamed Amin Fadhil Ali al Shaijli e Karrar Mohamed Qasim al Hraishawi, todos membros ativos” da milícia, anunciou o órgão de sanções do Tesouro.
Além disso, também anunciou a inclusão de uma série de “elementos iranianos” nas Forças de Mobilização Popular e na Comissão de Mobilização Popular (CMP)”, órgão governamental das FMP.
Entre essas designações está a de Abás Jawad Kadim al Tamimi, identificado como “alto funcionário da Diretoria de Equipamentos Técnicos (DTE) da Comissão de Mobilização Popular”. Especificamente, o OFAC o aponta como “especialista em equipamentos de defesa” e o acusa de “fornecer orientação estratégica e assessoria técnica à CMP em matéria de aquisições militares no exterior”, bem como de “facilitar a prestação de apoio financeiro e militar essencial à Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica”.
Esta seção inclui também sanções contra Abdulá Nadim Luaibi al Ameri, descrito no comunicado como “traficante de armas iraquiano radicado nos Emirados Árabes Unidos e fundador e diretor executivo da empresa Al Bruj”, e contra Jaldún Naser Maryush al Abada como “representante da Ain al Iraq (...)”, vinculando ambas as entidades à PMC e incluindo-as nas designações.
ATÉ SETE EMPRESÁRIOS A MAIS SANKCIONADOS
Simultaneamente, o OFAC sancionou os empresários iraquianos Majid Ali Akbar Namdar al Mandalawi e Abdulhasán Ali A. Namdar al Mandalawi, acusados de “facilitar a evasão das sanções contra o Irã” por meio de sua “casa de câmbio com sede em Dubai”, utilizada, segundo a autoridade norte-americana, para “transferir milhões de dólares do Iraque para o Irã através dos Emirados Árabes Unidos”.
O Tesouro classificou a empresa em questão, a Shams & Bahr Trading Company, como um sistema “hawala”, definido por Washington como “um sistema informal de transferência de valores que opera fora do setor financeiro regulamentado e se baseia na confiança, nas relações pessoais e em redes comunitárias de longa data”.
“Embora não sejam ilícitas por natureza, as transações ‘hawala’ podem ser atraentes para quem tenta contornar sanções ou outras regulamentações, uma vez que frequentemente são realizadas sem o uso dos nomes reais do remetente ou do destinatário, não passam pelas redes bancárias tradicionais e podem ser realizadas com pouco ou nenhum registro da operação”, argumentou o OFAC.
Por fim, o órgão sancionador tomou medidas contra indivíduos acusados de colaborar em um suposto “contrabando de dinheiro” entre a Força Quds da Guarda Revolucionária e o Hezbollah. É o caso de Hussein Ibrahim e Abdalá Hamié, como empresários do setor de câmbio, e de Gaiz Hussein Wehbe, “transportador de dinheiro” do Hezbollah, segundo o texto.
Nesse suposto contrabando de dinheiro também participaria Mervat Jamil Zahreldine, que ocupa cargos em duas casas de câmbio supostamente envolvidas, e Amir al Makansi, que “opera uma empresa de compra e venda de ouro com sede na Síria e escritórios adicionais em Istambul (Turquia)”, aponta o comunicado, que também os indica como designados.
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