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BERLIM 23 maio (DPA/EP) -
A seleção nacional de futebol da República Democrática do Congo terá que cumprir um período de isolamento de 21 dias durante os treinos para a próxima Copa do Mundo, parte da qual será disputada nos Estados Unidos, devido ao surto de ebola declarado neste mês no país africano e que já causou quase 180 mortes suspeitas na região.
O diretor executivo do Grupo de Trabalho da Casa Branca, Andrew Giuliani, confirmou na última sexta-feira que a seleção congolesa deverá permanecer em uma “bolha” sanitária durante sua estadia na Bélgica, onde está treinando e tem programado jogar uma de suas duas últimas partidas de preparação.
“Fomos muito claros com a (República Democrática do) Congo: eles devem manter a integridade de sua bolha por 21 dias antes de poderem viajar para Houston em 11 de junho”, afirmou Giuliani. “Também deixamos bem claro para o governo congolês que eles devem manter essa bolha ou correm o risco de não poder viajar para os Estados Unidos. Não podemos ser mais claros”, acrescentou.
A Organização Mundial da Saúde classificou o surto como uma emergência de saúde pública de importância internacional. Como consequência, a seleção nacional cancelou a concentração de três dias e o evento de despedida para os torcedores que estava previsto para a capital, Kinshasa.
A equipe treinará na Bélgica e tem previsto um amistoso lá no dia 3 de junho contra a Dinamarca. A outra partida, em 9 de junho contra o Chile, será disputada no Estádio de La Linea, na província de Cádiz (Espanha).
Os dirigentes do futebol congolês afirmaram que não há motivo para preocupação com o contágio dos jogadores congoleses, já que todos residem no exterior, principalmente na França. Seu técnico francês, Sébastien Desabre, também se encontra em seu país.
Os “Leopardos” se classificaram para a Copa do Mundo após vencerem a repescagem no México em março e disputarão o Grupo K contra Portugal, Colômbia e Uzbequistão. O país não participa de uma Copa do Mundo desde 1974, quando se chamava Zaire.
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