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MADRID 21 ago. (Portaltic/EP) -
A Comissão Federal de Comunicações (FCC) decidiu eliminar a meta de longo prazo de levar a todo o país velocidades de banda larga de 1 Gbps de download e 500 Mbps de upload, uma meta estabelecida durante o governo Biden.
A FCC justificou a decisão em seu relatório sobre a situação da banda larga nos Estados Unidos, publicado no Facebook, cujas conclusões foram resumidas por seu presidente, Brendan Carr. “Atualmente, é impossível prever os avanços tecnológicos de longo prazo e a evolução das preferências dos consumidores”, afirma a FCC em seu comunicado.
Nesse relatório, a FCC destaca que as velocidades aumentaram em 50%, a exclusão digital diminuiu em 25%, a concorrência e as opções de escolha aumentaram e os preços caíram, embora o meio especializado Ars Technica afirme que algumas dessas conclusões provêm de grupos de pressão do setor (lobbies) e que não há inclusão de pesquisas críticas por parte de associações de defesa do consumidor.
Por exemplo, o relatório aponta que 96,9% dos americanos têm acesso a um serviço de banda larga fixa terrestre de 100/20 Mbps, incluindo áreas rurais graças às conexões via satélite.
Afirma também que “os preços reais do serviço sem fio caíram quatro vezes mais durante os primeiros 18 meses do mandato do presidente Trump em comparação com o mesmo período sob o mandato do presidente Biden”, o que resultou em uma redução de 6% nos preços fixos dos serviços mais populares em relação ao ano passado.
De acordo com dados da Ookla de junho de 2026, os Estados Unidos registram uma velocidade média de download de 304,83 Mbps e uma velocidade média de upload de 58,28 Mbps na banda larga fixa. Um panorama que difere, sobretudo no valor do upload, do da Espanha e de outros países da União Europeia.
De acordo com o agregador Speed-test, na Espanha a média é de 225,1 Mbps de download e 186,2 Mbps de upload, enquanto a França lidera a Europa com 349,25 Mbps no início de 2026, segundo dados da Ookla coletados pelo DataGlobeHub.
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