MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) - Os cidadãos espanhóis mostram-se mais preocupados do que a média europeia com os conflitos internacionais próximos da União Europeia e com os riscos do ambiente digital, como o discurso de ódio ou as ameaças à liberdade de expressão, enquanto mantêm um dos maiores níveis de otimismo pessoal da UE, segundo revela o último Eurobarómetro publicado pelo Parlamento Europeu.
Concretamente, 84% dos espanhóis afirmam estar preocupados com os conflitos e guerras perto das fronteiras europeias, doze pontos acima da média comunitária (72%), enquanto 80% destacam a sua preocupação com o terrorismo, contra 67% no conjunto da UE.
Uma tendência que se estende também ao campo digital, onde a Espanha se destaca com alguns dos níveis mais altos de preocupação de toda a União. 82% se declaram muito preocupados com o discurso de ódio, 14 pontos acima da média europeia, e 85% temem ameaças à liberdade de expressão, quase 20 pontos acima da média comunitária.
A pesquisa, realizada no outono do ano passado e na qual participaram mais de 26.000 pessoas, mostra, no entanto, que os espanhóis mantêm um alto grau de confiança no plano individual. 81% afirmam estar otimistas em relação ao seu futuro pessoal e ao de suas famílias, um número superior à média europeia (76%) e notavelmente mais alto do que o registrado em outras perspectivas, como a visão sobre o futuro do mundo, da União Europeia ou do próprio país. EDUCAÇÃO E PESQUISA
Por outro lado, a Espanha continua sendo o único país que prioriza a educação e a pesquisa como a principal área em que a União deve se concentrar para reforçar sua posição no mundo, enquanto a maioria dos europeus, como Lituânia, Dinamarca ou Alemanha, considera mais importante dar maior ênfase à defesa e à segurança.
Concretamente, 40% dos europeus acreditam que a segurança e a defesa são as principais questões em que a UE deve se concentrar para reforçar seu papel global, em contraste com a opinião dos espanhóis, para os quais apenas 27% consideram que esta é a questão mais importante que o bloco deve enfrentar.
Quarenta e três por cento dos inquiridos em Espanha indicam que a educação e a investigação devem ser a prioridade para os Vinte e Sete, uma opinião com a qual, no entanto, apenas 25% dos cidadãos europeus concordam.
Onde ambos concordam é em colocar como segunda prioridade para a União Europeia a competitividade, a economia e a indústria, coincidindo também em colocar em posições elevadas a independência energética, os recursos e as infraestruturas.
SAÚDE PÚBLICA COMO PRIORIDADE Questionados sobre as questões que o Parlamento Europeu deveria abordar com prioridade, a saúde pública ocupa um lugar especialmente destacado na Espanha, mencionada por 56% dos entrevistados, o que representa um aumento de treze pontos em relação à pesquisa anterior e um número notavelmente superior à média comunitária, situada em 32%.
Os espanhóis também estão acima da média em questões como o apoio à economia e a criação de novos empregos (50% contra 35%); ou a luta contra a pobreza e a exclusão social (30% contra 28%).
A inflação, o aumento dos preços e o custo de vida continuam a ser uma das principais preocupações tanto na Espanha como no conjunto da UE, com 42% das menções entre os espanhóis e 41% na média europeia.
As diferenças acentuam-se, no entanto, em matéria de defesa e segurança europeia, uma vez que apenas 15% dos espanhóis consideram que o Parlamento Europeu deve tratar estas questões de forma prioritária — sete pontos menos do que no Eurobarómetro anterior —, contra 34% dos europeus que consideram que sim.
MAIOR PAPEL DA UE E RELEVÂNCIA DA UNIDADE EUROPEIA A pesquisa também reflete uma ampla demanda por uma União Europeia mais ativa diante das crises, já que 79% dos cidadãos na Espanha consideram que o papel do bloco na proteção contra riscos globais e ameaças à segurança deveria se tornar mais importante no futuro.
O apoio a uma maior unidade entre os Estados-Membros é igualmente maioritário, com 95% dos espanhóis a acreditar que os países da UE devem estar mais unidos para enfrentar os desafios atuais.
Questionados sobre se o Parlamento Europeu deveria assumir um papel mais relevante, 77% dos espanhóis e 59% dos europeus acreditam que sim, embora apenas 49% dos espanhóis e europeus tenham uma boa imagem do Parlamento Europeu.
O apoio é maior quando questionados sobre a União Europeia em geral e seu sentimento de pertencimento ao bloco, já que 72% dos espanhóis e 62% dos europeus em geral acreditam que a adesão à UE beneficiou seus países.
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