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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde, por meio da Organização Nacional de Transplantes (ONT), se uniu à comemoração do Dia Nacional do Transplante, celebrado nesta quarta-feira, e destacou que os cidadãos espanhóis estão entre os mais propensos do mundo a receber um transplante quando precisam.
A afirmação foi feita pela diretora da ONT, Beatriz Domínguez-Gil, em um evento organizado pela União de Federações de Receptores de Transplantes de Órgãos Sólidos (UTXs), com o objetivo de homenagear os profissionais de saúde e não-saúde que são a pedra angular do processo de doação e transplante.
Domínguez-Gil lembrou o "recorde" estabelecido pela Espanha no ano passado, com 6.464 transplantes de órgãos, o que representa uma taxa de 132,8 por milhão de habitantes (p.m.p.), a maior atividade registrada até hoje no país. Por tipo de órgão, foram realizados 623 transplantes de pulmão, 4.047 transplantes de rim, 1.344 transplantes de fígado, 347 transplantes de coração, 98 transplantes de pâncreas e cinco transplantes de intestino.
Além disso, ele destacou que "pela primeira vez" o número de doadores falecidos ultrapassou 2.500, o que serviu para revalidar a posição de liderança da Espanha nesse campo. "Havia 52,6 doadores por milhão de habitantes, enquanto a média da União Europeia é de aproximadamente 22, para nos dar uma ideia de onde a Espanha está em relação a outros países do mundo", disse ele.
Esses números representam um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Por sua vez, 404 pessoas doaram um rim (397) ou parte de seu fígado (7) durante sua vida. O número médio de doadores por dia no ano passado foi de oito e o número médio de transplantes realizados por dia foi de 17.
O Observatório Global também confirma a importante contribuição da Espanha para a doação de órgãos. Em 2023, a Espanha contribuiu com 23% das doações de órgãos na União Europeia e 5% das registradas no mundo, apesar de a Espanha representar apenas 11% da população europeia e 0,6% da população mundial.
"Em termos gerais, portanto, é um programa que nos deu muita alegria no ano passado, tanto que me perguntaram no início do ano o que estávamos planejando para 2025 e eu disse que se conseguíssemos fazer pelo menos o mesmo que em 2024, que foi um ano de experiência, eu ficaria satisfeito", disse o diretor da ONT.
Mesmo assim, ela destacou que o trabalho continua para que as cifras continuem subindo, já que "infelizmente" a lista de espera para transplantes tem um "comportamento paradoxal", o que significa que quanto mais transplantes são realizados, mais cresce o número de pacientes em espera. Nesse sentido, ele destacou que estão sendo buscadas "soluções imaginativas" para responder às necessidades dos pacientes.
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