Publicado 25/06/2025 12:47

Os enfermeiros têm um papel "fundamental" a desempenhar para garantir o bem-estar dos pacientes com demência

Archivo - Arquivo - Enfermeira
SHAPECHARGE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -

María Teresa Gea Soriano, membro da Associação Espanhola de Enfermeiras de Cuidados Paliativos (AECPAL) na Comunidade Valenciana, disse na quarta-feira que as enfermeiras têm um papel "fundamental" a desempenhar para garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes com demência.

"Nosso trabalho se concentra em acompanhar a pessoa e seus entes queridos durante todo o processo, fornecendo apoio em cada perda, em cada situação e em cada tomada de decisão, especialmente no último estágio da doença, onde nossos objetivos visam exclusivamente o bem-estar da pessoa", explicou Gea Soriano durante um webinar organizado pela Confederação Espanhola de Alzheimer e Outras Demências (CEAFA) e SECPAL.

Gea Soriano, que também é membro da diretoria da Sociedade Valenciana de Medicina Paliativa, enfatizou que a assistência de enfermagem deve se basear em uma abordagem centrada na pessoa "com valores, crenças, desejos e preferências que devem ser respeitados", e não tanto no paciente.

"A tomada de decisões compartilhada, o respeito às preferências do paciente e o acompanhamento contínuo são pilares essenciais do cuidado de enfermagem na demência, cujo objetivo final é proteger a dignidade, aliviar o sofrimento e fornecer apoio humano, técnico e emocional de qualidade", acrescentou.

Durante seu discurso, ele também falou sobre a importância de elaborar um plano de cuidados individualizado, para que ele seja ajustado aos diferentes estágios da doença; enquanto em estágios leves ou moderados devemos tentar desacelerar sua evolução, em estágios mais avançados ele recomendou priorizar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.

"A qualidade é mais importante do que a quantidade (...) A assistência deve ser adaptada às necessidades reais da pessoa e de sua família, em um ambiente seguro e desejado", insistiu ele, após o que recomendou que a assistência não deve abranger apenas os aspectos físicos, emocionais e sociais do paciente, mas também deve se estender ao ambiente da pessoa afetada.

Por outro lado, ela destacou que, quando ocorrem distúrbios alimentares, tanto a disfagia quanto a perda de peso são comuns, razão pela qual é "fundamental" adaptar a dieta, bem como transformar o momento da ingestão em uma experiência "calma e prazerosa".

Com relação à higiene e aos cuidados com a pele, Gea Soriano aconselhou a promoção da autonomia na higiene pessoal, incluindo cuidados com a hidratação e inspeção da pele para evitar complicações.

A enfermeira disse que é importante ajudar o paciente a estabelecer rotinas de sono e descanso, identificando alterações e intervindo com estratégias não farmacológicas; de fato, ela recomendou prescrever "o estritamente necessário" e evitar tratamentos "desproporcionais" ou "desnecessários".

Além disso, recomendou o condicionamento do ambiente doméstico para evitar quedas, razão pela qual também considerou aconselhável avaliar o uso de restrições, embora sempre com "respeito à dignidade" da pessoa.

O enfermeiro falou sobre o papel dos cuidadores, enfatizando que cuidar deles equivale a cuidar do paciente, e que "a família é o principal agente do cuidado e também precisa de apoio, orientação e reconhecimento".

Por fim, ressaltou que os familiares devem se sentir "visíveis" e "cuidados", pois a incerteza, a carga emocional e física e o risco de desistência da família tornam "imprescindível" o acompanhamento ativo da equipe de enfermagem e dos demais profissionais envolvidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado