Juan Barbosa - Europa Press
MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O coordenador do Grupo de Gônadas, Identidade e Diferenciação Sexual (GIDSEEN) da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição (SEEN), Dr. Marcelino Gómez Balaguer, lembra a importância da Endocrinologia no processo de transição das pessoas trans, no âmbito do Dia Internacional da Visibilidade Trans, que é comemorado todo dia 31 de março.
Caso necessitem de tratamento farmacológico, o médico especialista em Endocrinologia e Nutrição insiste que é essencial contar com uma equipe multidisciplinar liderada pelo endocrinologista e composta por pediatras, cirurgiões, ginecologistas e profissionais de saúde psicossocial para garantir uma assistência médica de qualidade e igualitária, sempre trabalhando em coordenação com a medicina familiar e comunitária.
A esse respeito, os endocrinologistas afirmam que as pessoas transgênero continuam a sofrer desigualdades na assistência médica e têm mais dificuldade de acesso aos serviços de saúde. "Uma alta porcentagem relata experiências negativas com profissionais médicos. A maioria desses conflitos decorre da falta de conhecimento da realidade trans e poderia ser evitada por meio de campanhas de informação e programas educacionais", explica Balaguer.
Por esse motivo, o treinamento e a disseminação do conhecimento são fundamentais para combater a transfobia, a discriminação e as desigualdades no acesso aos serviços de saúde. Além disso, os endocrinologistas insistem na importância de despatologizar a transexualidade ou o transgênero.
A esse respeito, eles explicam que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente excluiu a transexualidade do capítulo sobre doenças mentais em sua Classificação Internacional de Doenças (CID-11), o que implica uma despatologização da transexualidade. Assim, a OMS defende o uso do termo discordância de gênero em vez de transexualidade.
"A disforia de gênero é a presença de sofrimento clinicamente significativo e nem sempre está presente. Nem todas as pessoas trans associam disforia e nem toda disforia é igual, e cada vez mais estamos encontrando até pessoas trans sem disforia e que vivem sem a necessidade de intervenção médica", explica a coordenadora do GIDSEEN.
Balaguer ressalta ainda que a celebração do Dia Internacional da Conscientização Transgênero é fundamental para conscientizar a população sobre a importância do combate à transfobia. "É uma data que visa destacar a livre identidade e expressão de gênero das pessoas e a não discriminação por sexo, gênero e orientação". Além disso, a endocrinologista insiste que é fundamental que os órgãos oficiais e institucionais promovam a igualdade para acabar com a discriminação das pessoas em razão do gênero, sexo ou orientação", conclui a endocrinologista.
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