Europa Press/Contacto/Mohammad Abu Ghosh - Arquivo
O assessor presidencial Anwar Gargash afirma que, independentemente de ter sido perpetrado pelo responsável “principal ou por meio de um de seus parceiros”, trata-se de “uma escalada perigosa”
MADRID, 18 maio (EUROPA PRESS) -
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) receberam neste domingo o apoio da maioria de seus aliados árabes após o ataque com drones que provocou um incêndio em um gerador que alimentava a usina nuclear de Barakah, na região de Al Dafra, que constitui a maior parte do oeste do país.
O ministro das Relações Exteriores, Abdulá bin Zayed, manteve conversas telefônicas com os ministros das Relações Exteriores do Catar, Jordânia, Arábia Saudita, Kuwait, Marrocos, Egito e Bahrein, todas centradas nas “repercussões do ataque terrorista não provocado”, conforme divulgado por seu próprio gabinete nas redes sociais.
Todos eles, com exceção de Marrocos, repercutiram a ligação, na qual os respectivos chefes de Relações Exteriores manifestaram seu apoio a Abu Dabi diante dos ataques contra a cidade, pelos quais nenhum responsável específico foi identificado até o momento.
No entanto, o assessor presidencial dos Emirados, Anwar Gargash, ministro das Relações Exteriores entre 2008 e 2021, atribuiu o lançamento dos drones a um agressor “principal ou a um de seus aliados”, o que poderia se referir às organizações pró-iranianas ou aliadas de Teerã na região, como as Forças de Mobilização Popular (FMP) — entre as quais se destacam grupos como Kataib Hezbollah.
Ele fez isso em uma mensagem nas redes sociais na qual denunciou “uma escalada perigosa e um capítulo sombrio que viola todas as leis e normas internacionais, demonstrando um desprezo criminoso pela vida dos civis nos Emirados Árabes Unidos e na região circundante”. “Essa escalada repreensível reafirma a natureza dos desafios que a região enfrenta ao lidar com as forças do mal, do caos e da sabotagem”, acrescentou.
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