Publicado 03/02/2026 06:29

Os Emirados Árabes Unidos estão na vanguarda da IA, priorizando a implantação de modelos em grande escala.

Robô nos Emirados Árabes Unidos.
JOSÉ MARÍA DE LA MORENA FERNÁNDEZ.

MADRID 3 fev. (Poraltic/EP) - Nos últimos anos, os Emirados Árabes Unidos (EAU) posicionaram-se na vanguarda mundial da inteligência artificial (IA), apostando numa estratégia baseada em “treinar e implementar modelos de IA em grande escala sem os gargalos regulatórios, energéticos ou administrativos que afetam outros países”.

É o que afirma o ministro de Inteligência Artificial dos EAU, Omar Al Olama, que garante que “enquanto muitos países ocidentais continuam imersos em debates regulatórios e a China prioriza o controle”, Abu Dabi e Dubai apostaram em uma abordagem pragmática: “testar, implantar e escalar”.

Vários relatórios internacionais colocam os Emirados entre os países mais avançados do mundo em preparação governamental, uso institucional e penetração da inteligência artificial na economia e na sociedade. Especificamente, o Índice de Preparação para IA do Governo da Oxford Insights, que avalia 188 países de acordo com sua capacidade de usar inteligência artificial em benefício público, coloca os Emirados Árabes Unidos como líderes na região do Oriente Médio e Norte da África, com uma pontuação de 75,66, o que lhes permite entrar no top 15 global do índice.

Por sua vez, o AI Index da Universidade de Stanford coloca os Emirados como um dos países com maior percentagem de população e empresas que utilizam ferramentas de IA no seu trabalho diário. Neste ponto, Al Olama explica que eles superam “claramente a média da União Europeia e competem diretamente com as empresas dos Estados Unidos”, com uma “vantagem fundamental”: “menor fragmentação regulatória e maior rapidez de implementação”.

“Na Europa, a IA enfrenta um quadro regulatório complexo e ainda em construção. Nos Estados Unidos, a adoção é elevada no setor privado, mas desigual dentro da administração. Na China, a implantação é massiva, embora condicionada por fortes controles. Nos Emirados, pelo contrário, o governo atua como acelerador da mudança, não como freio”, acrescenta o ministro em uma nota à imprensa a que a Europa Press teve acesso. UMA APOSTA PARA INTEGRAR A IA NO SETOR PÚBLICO

A Estratégia Nacional de Inteligência Artificial 2031 — adotada pelo país em 2019 — estabelece como objetivo “integrar a IA no funcionamento cotidiano da administração pública”. Ao contrário dos Estados Unidos ou da União Europeia, “onde grande parte do desenvolvimento depende do setor privado, nos Emirados a tecnologia é testada diretamente no setor público”, o que acelera sua maturidade e seu impacto real.

Em matéria de infraestrutura, os Emirados também ganharam terreno. O país tem investido de forma sustentada em centros de dados, capacidades de supercomputação e nuvem soberana, um elemento crítico para o desenvolvimento e treinamento de modelos avançados de inteligência artificial. “Enquanto a União Europeia depende em grande medida de fornecedores externos, os Emirados apostaram no desenvolvimento de capacidades próprias, em colaboração com grandes atores internacionais”, acrescenta Al Olama. Essa estratégia permite “treinar e implantar modelos de IA em grande escala sem os gargalos regulatórios, energéticos ou administrativos que afetam outros países”, acrescenta.

A atração de talentos é outro dos grandes pilares do modelo dos Emirados. Vistos tecnológicos ágeis, incentivos fiscais e a criação de uma universidade especializada exclusivamente em inteligência artificial buscam continuar transformando o país em um polo de atração para pesquisadores e especialistas internacionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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