Publicado 15/04/2026 06:19

Os distúrbios da voz não se tratam com mitos nem com remédios caseiros, mas sim com reabilitação foniátrica

Archivo - Arquivo - Mulher com dor de garganta.
NENSURIA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

Evitar bebidas geladas ou achar que a voz vai se recuperar sozinha são crenças comuns que, “longe de ajudar, podem agravar os problemas vocais e atrasar o diagnóstico desses distúrbios da voz que, ao longo da vida, afetarão até 30% da população”, afirma a especialista em Medicina Física e Reabilitação, Dra. Silvia Muñoz Mora, que recomenda a reabilitação foniátrica.

Membro da Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF) e vice-presidente da Sociedade de Reabilitação Foniátrica (SOREFON), sociedade afiliada à SERMEF, ela detalha que entre “as alterações mais frequentes encontram-se as disfonias funcionais, os nódulos vocais ou a disfonia por tensão muscular (problema de voz ou fonação, secundário à tensão excessiva da musculatura laríngea)”.

Além disso, ela explica que “os distúrbios da voz são afecções especialmente comuns em profissionais com alta exigência vocal (professores, profissionais da saúde, cantores, atores, operadores de call center, locutores, comunicadores, juristas ou atendentes de atendimento ao público), embora não se limitem a eles”.

“Também afetam crianças (entre 6% e 23%) e idosos, onde a presbifonia (alterações na voz devido ao envelhecimento, com perda de força e qualidade vocal) atinge índices de 20 a 30%”, precisou a especialista da SOREFON, por ocasião do Dia Mundial da Voz, comemorado nesta quinta-feira, 16 de abril.

A médica reabilitadora destacou que “a voz, além disso, desempenha um papel fundamental em doenças neurológicas como a doença de Parkinson, na qual entre 70% e 90% dos pacientes apresentam alterações vocais, e em patologias menos frequentes, mas altamente incapacitantes, como a disfonia espasmódica”.

Nesse contexto, a SERMEF — sociedade científica que reúne os médicos reabilitadores na Espanha — insiste, por meio de sua porta-voz, “no valor da voz como ferramenta essencial para a comunicação, o trabalho e a qualidade de vida, e ressalta a necessidade de uma avaliação especializada precoce diante de qualquer alteração persistente”.

Nesse contexto, segundo Muñoz, a “abordagem adequada” desses distúrbios “começa com um exame médico foniátrico integral, realizado por um médico reabilitador especializado”.

“Essa avaliação é determinante para o diagnóstico e a orientação terapêutica e inclui o estudo funcional da voz — qualidade, esforço e eficácia comunicativa —, uma análise acústica vocal objetiva e o exame instrumental por meio de videofibrolaringoscopia e videostroboscopia”, detalhou a especialista em Medicina Física e Reabilitação, afirma.

Além disso, a médica reabilitadora precisou que “a análise funcional da voz permite compreender não apenas a lesão, mas também como o paciente utiliza sua voz”. “Um aspecto fundamental na hora de indicar o tratamento mais adequado”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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