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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe de medicina da Ginemed Valencia, José Mª Martín Vallejo, explicou que os disruptores endócrinos, ou seja, substâncias químicas que alteram a ação hormonal, afetam o DNA de óvulos e espermatozoides, sem alterar diretamente a sequência do DNA, mas com possíveis efeitos transgeracionais sobre a fertilidade e a saúde reprodutiva.
Os desreguladores mais preocupantes são os de origem artificial, como pesticidas, conservantes, metais pesados ou hormônios sintéticos presentes em alguns alimentos, além de plásticos como o bisfenol A e os ftalatos presentes em algumas latas de alimentos.
A exposição a essas substâncias e à poluição do ar tem sido associada à diminuição da reserva ovariana, irregularidades menstruais, menopausa precoce e falência ovariana prematura em mulheres. Nos homens, esses fatores interferem na espermatogênese e na função de algumas células, diminuindo a qualidade e a quantidade de esperma.
No contexto do Dia Internacional do DNA, que está sendo comemorado nesta sexta-feira, os especialistas da Ginemed se concentraram no impacto das informações genéticas sobre a fertilidade e a reprodução, uma vez que elas estão associadas a várias patologias, e destacaram os avanços nesse campo, que tornaram possível identificar esse tipo de problema e melhorar as chances de uma concepção bem-sucedida.
30% BASE GENÉTICA
Cerca de 30% das doenças que afetam a fertilidade masculina têm uma base genética, de modo que algumas causas genéticas de infertilidade podem ser transmitidas de pai para filho. Diante desses tipos de riscos, os especialistas em reprodução assistida oferecem opções para minimizá-los.
"Se nos deparamos com casos de pacientes com histórico familiar de infertilidade, como homens com baixa contagem de espermatozoides ou mulheres com insuficiência ovariana prematura, um geneticista pode avaliar os riscos de transmissão de determinadas condições", diz Casandra García Trinidad, embiologista do laboratório de reprodução da Ginemed Valencia,
Ela também destacou que os recentes avanços em genética e diagnóstico molecular permitiram que os testes para avaliar a infertilidade masculina fossem muito mais precisos, de modo que os estudos de fertilidade agora se concentram igualmente em homens e mulheres.
Apesar das descobertas de marcadores genéticos associados à infertilidade, Casandra García ressaltou que muitas causas ainda precisam ser caracterizadas, um campo no qual técnicas como o sequenciamento maciço de DNA podem ajudar, detectando mutações em genes específicos associados a problemas reprodutivos, como a síndrome do X frágil, associada à insuficiência ovariana prematura.
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