MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O atual aumento no número de formandos em Odontologia está gerando um excesso de oferta em relação às oportunidades reais de exercício da profissão, segundo o presidente do Conselho Geral de Dentistas (CGD), Óscar Castro Reino, que exige uma “análise rigorosa” da capacidade do mercado e das necessidades da população.
“O aumento constante do número de dentistas registrados deve ser abordado sob uma perspectiva de planejamento responsável. A Espanha conta, a cada ano, com cerca de 2.000 novos graduados em Odontologia, um número que se torna insustentável se não for acompanhado por uma análise rigorosa das necessidades reais da população e da capacidade do mercado profissional”, afirmou.
Esse aumento no número de profissionais formados deve-se, como explicou Castro, à proliferação de vagas universitárias, especialmente no âmbito das universidades privadas, o que contribui para um desequilíbrio em relação às oportunidades reais de exercício da profissão.
De acordo com os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Espanha conta já com 43.672 dentistas inscritos na Ordem, número que representa um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior e que consolida a tendência de crescimento da profissão odontológica na Espanha.
“A prioridade deve ser garantir uma formação de qualidade, uma inserção ordenada no mercado de trabalho e uma assistência odontológica segura para os cidadãos”, declarou.
Da mesma forma, o presidente do Conselho Geral insistiu que o crescimento do número de profissionais não deve ser interpretado apenas como um dado quantitativo, mas como um indicador que exige “uma reflexão sobre o planejamento dos recursos humanos na área da saúde, a qualidade da formação universitária e a sustentabilidade do modelo de assistência”.
“O objetivo não é limitar o acesso à profissão, mas evitar um excesso de oferta que possa afetar negativamente os próprios profissionais, especialmente os mais jovens, e a qualidade da assistência odontológica”, concluiu.
FEMINIZAÇÃO DA ODONTOLOGIA
Do total de profissionais inscritos na Ordem, 26.159 são mulheres e 17.513 são homens, o que confirma a progressiva feminização da Odontologia na Espanha. As mulheres representam 59,9% do total de dentistas registrados, contra 40,1% de homens.
Por comunidades autônomas, a Comunidade de Madri lidera o número de dentistas registrados, com 9.707 profissionais, seguida pela Andaluzia, com 7.154, e pela Catalunha, com 6.507. Em seguida, vêm a Comunidade Valenciana, com 4.852 dentistas; a Galícia, com 2.590; e o País Basco, com 2.013.
As demais comunidades apresentam os seguintes números: Ilhas Canárias, 1.705; Castela e Leão, 1.704; Múrcia, 1.415; Aragão, 1.113; Ilhas Baleares, 1.025; Castela-La Mancha, 982; Astúrias, 980; Extremadura, 665; Cantábria, 492; Navarra, 397; La Rioja, 272; Melilla, 55; e Ceuta, 44.
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