Publicado 28/04/2026 11:57

Os dentistas alertam para os riscos à saúde bucal decorrentes de seguir "tendências virais" sem base científica

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MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Geral de Dentistas da Espanha, Óscar Castro, alertou que apenas os tratamentos de saúde respaldados por evidências científicas oferecem “garantias reais” ao paciente, por isso pediu que se evitem seguir “modismos virais, gurus digitais ou supostos remédios milagrosos”, aos quais os profissionais se opõem devido aos riscos para a saúde bucal.

O Conselho Geral de Dentistas manifestou assim sua “posição firme” em favor da ciência e da odontologia baseada em evidências, diante da proliferação de pseudoterapias, pseudociências e tratamentos dentários caseiros ou comercializados pela internet sem supervisão profissional.

No relatório técnico “Pseudociências e pseudotratamentos em Odontologia”, os dentistas alertam para um aumento de mensagens enganosas que se apresentam como alternativas eficazes, mas que, na realidade, são práticas que carecem da mais mínima evidência científica, e compilam várias delas, bem como os riscos que representam.

Entre as pseudociências a que se referem, encontram-se a chamada odontologia biológica, neurofocal, holística ou a biodescodificação dentária, que, segundo os profissionais, atribuem supostos benefícios diagnósticos ou terapêuticos sem base científica comprovada.

Além disso, o relatório analisa o papel potencial da homeopatia e da acupuntura no campo da saúde bucal e detalha o aumento de tendências virais difundidas pelas redes sociais que “banalizam” tratamentos complexos ou promovem práticas “potencialmente prejudiciais” para dentes e gengivas.

Especificamente, os dentistas apontam para clareamentos caseiros com bicarbonato de sódio, limão, carvão ativado ou água oxigenada; cremes dentais elaborados com produtos abrasivos; alinhadores adquiridos pela internet sem acompanhamento clínico; lixamento caseiro dos dentes para alterar sua forma; uso de “apagadores mágicos” para eliminar manchas; exercitadores de mandíbula para alterar a estética facial; e práticas como o “oil pulling”, apresentadas como substituto da higiene bucal convencional.

Conforme alertado pelo Conselho Geral, essas práticas não só carecem de evidências, como também podem causar desgaste irreversível do esmalte, sensibilidade extrema, lesões gengivais, alterações na oclusão, fraturas dentárias, distúrbios da articulação temporomandibular ou atrasos no diagnóstico, entre outros.

DESCONFIE DE MENSAGENS QUE PROMETEM RESULTADOS RÁPIDOS

O Conselho Geral recomendou desconfiar de mensagens que prometem resultados rápidos, econômicos ou “naturais” sem comprovação científica. Assim, destacou a importância de sempre consultar um dentista em caso de qualquer dúvida relacionada à saúde bucal.

Paralelamente, insistiu que qualquer intervenção odontológica deve ser realizada após um exame individualizado e por profissionais legalmente habilitados, utilizando produtos submetidos aos correspondentes controles sanitários e regulatórios.

A esse respeito, Óscar Castro ressaltou que “nenhum vídeo nas redes sociais nem nenhum influenciador” pode substituir “a avaliação clínica de um dentista credenciado”, que é quem oferece “diagnósticos precisos e tratamentos seguros”.

“A melhor defesa contra os charlatões da saúde é a informação verdadeira, o critério profissional e a confiança na ciência, que é, aliás, a postura que sempre defendemos em nossa organização”, concluiu o presidente do Conselho Geral de Dentistas da Espanha.

Dessa forma, a Organização Profissional se alinha às medidas promovidas pelos órgãos públicos, como o Plano de Proteção da Saúde das Pessoas contra as Pseudoterapias, para reforçar a proteção da saúde das pessoas contra essas práticas e combater a desinformação na área da saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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