MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou dois relatórios de situação sobre a incidência da cólera e da varíola dos macacos, destacando no primeiro deles que a incidência dessa doença no mundo diminuiu 17% em março em relação ao mês anterior e 56% em relação ao mesmo mês de 2025.
Aprofundando o panorama obtido sobre a situação da cólera em 29 de março, uma vez que há um intervalo de um mês entre a atualização dos dados e sua publicação, este organismo internacional indicou que, durante o terceiro mês de 2026, foram notificados 16.198 novos casos dessa patologia e de diarreia aquosa aguda (AWD, na sigla em inglês) em 16 países de três de suas regiões.
“A região da África registrou o maior número de casos, seguida pela região do Mediterrâneo Oriental e pela região do Sudeste Asiático”, continuou, após o que especificou que, “neste período, também ocorreram 225 mortes relacionadas à cólera em todo o mundo, o que representa uma redução de 10% em relação ao mês anterior”.
A OMS, que confirmou que não foram relatados casos nas regiões das Américas, da Europa e do Pacífico Ocidental, destacou que a redução no número de mortes foi de 66% em relação a março de 2025. Assim, foram registrados 36.491 casos e 662 mortes em 26 países naquela mesma época do ano passado.
Quanto aos primeiros três meses de 2026, explicou que foram registrados um total de 58.740 casos de cólera e AWD, com 732 mortes em 22 países de quatro regiões da OMS, das quais a África foi a que registrou os números mais elevados, seguida pela região do Mediterrâneo Oriental, das Américas e do Sudeste Asiático.
Após insistir que, durante esse período, não foi relatado nenhum caso na região da Europa nem na do Pacífico Ocidental, ele afirmou que, “nos últimos anos, os conflitos, os deslocamentos em massa, os desastres relacionados a riscos naturais e os fenômenos climáticos contribuíram para criar condições que podem facilitar a transmissão da cólera, sobretudo nas zonas rurais e nas áreas afetadas por inundações”.
CONTINUA A TRANSMISSÃO DA MPOX
Por outro lado, ele destacou que a transmissão da mpox “continua principalmente dentro das redes sexuais, afetando homens e mulheres, seguida frequentemente pela transmissão no lar”. “Em algumas áreas, afeta todas as faixas etárias”, observou, acrescentando que todos os clados do vírus continuam circulando, pelo que “a contenção rápida dos surtos de mpox é essencial para prevenir a transmissão comunitária em qualquer ambiente”.
O relatório da OMS sobre esse vírus, cuja atualização, neste caso, se estende até 31 de março, expõe que, neste mês de 2026, um total de 48 países de todas as suas regiões relataram 1.235 casos confirmados — incluindo cinco mortes —, dos quais 70,4% foram notificados na região da África.
Com isso, a OMS destacou que o número mensal de casos confirmados permanece relativamente estável desde dezembro de 2025, o que se deve ao fato de que as regiões das Américas, África, Europa e Sudeste Asiático relataram uma diminuição desses casos em comparação com fevereiro, enquanto as regiões do Mediterrâneo Oriental e do Pacífico Ocidental anunciaram um aumento.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático