MADRID 22 set. (EUROPA PRESS) -
David Castro, especialista do Serviço de Reumatologia do Hospital Geral Universitário de Ciudad Real, declarou que os avanços tecnológicos possibilitaram um grande progresso na reumatologia intervencionista, o que permite um diagnóstico e um tratamento mais eficazes da dor secundária em patologias reumáticas inflamatórias, degenerativas ou mecânicas.
"Novas opções terapêuticas foram consolidadas, como a radiofrequência para o tratamento da dor crônica refratária, a toxina botulínica para o fenômeno de Raynaud, bem como o surgimento da terapia regenerativa, com o uso de ácido hialurônico, plasma rico em plaquetas (PRP) e outros tratamentos biológicos, que buscam não apenas aliviar a dor, mas também promover a reparação tecidual e melhorar a evolução a médio e longo prazo", disse Castro durante a Escola SER-Javier Vidal, da qual é coordenador.
Castro detalhou que o intervencionismo pode ser uma terapia "eficaz" naqueles pacientes em que a dor limita sua funcionalidade e não responde ao tratamento convencional, beneficiando-se de infiltrações, bloqueios de nervos, plasma rico em plaquetas, viscosuplementação, toxina botulínica ou radiofrequência.
"Uma grande porcentagem de pacientes experimenta graças a esses tratamentos: menos dor, melhor mobilidade e, em alguns casos, cura de suas lesões", disse Lola Bursón, médica do Departamento de Reumatologia do Hospital Quirónsalud Infanta Luisa (Sevilha).
MAIS PRECISÃO E MENOS COMPLICAÇÕES
Ela ainda ressaltou que esse tipo de procedimento se destaca tanto por sua precisão quanto por outros benefícios em comparação com alternativas "mais invasivas", considerando que os riscos são "mínimos" se as medidas adequadas forem usadas.
"O mais comum é sentir desconforto ou inchaço nos primeiros dias após o procedimento, e é muito raro ocorrer uma infecção", acrescentou Bursón, que destacou que atualmente as articulações, os tendões e os nervos afetados também são tratados diretamente.
O médico explicou que os especialistas podem realizar procedimentos em seu próprio consultório sem a necessidade de uma sala de cirurgia, com anestesia local e "de forma rápida, precisa e segura", o que abre as portas tanto no campo do tratamento dos sintomas quanto para "mudar o futuro" desse tipo de doença.
"Alguns exemplos de cenários em que essas técnicas são usadas são: extração de fluido de uma articulação inflamada para aliviar a dor, introdução de tratamentos diretamente na lesão, tratamento de calcificações dolorosas de tendões ou coleta de amostras de tecido para analisar o que está acontecendo", disse ele.
Os principais objetivos desses tratamentos não são apenas reduzir a dor, mas também melhorar as limitações do paciente, estabilizar ou retardar a progressão da doença e até mesmo reverter "algum grau" do dano.
Por outro lado, ele ressaltou que atualmente estão sendo feitos progressos na terapia genética e nos tratamentos antienvelhecimento aplicados às articulações, bem como na engenharia de tecidos com bioimpressão de materiais que permitem "preencher e amortecer" as articulações ou servir de suporte para prolongar o efeito dessas terapias.
"Estamos tomando medidas para garantir que a osteoartrite não seja mais vista apenas como um processo inevitável de envelhecimento, mas sim como uma doença tratável, de modo que sua progressão possa ser retardada ou até mesmo evitada", enfatizou.
ESCOLA SER-JAVIER VIDAL
A primeira edição da Escola SER-Javier Vidal, organizada pela Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER) e pela Nordic Pharma, incluiu a prática em cadáveres, em pacientes e com diferentes níveis de complexidade, o que permitiu que os participantes adquirissem essas habilidades de forma estruturada.
Essa escola tem o objetivo de ser uma "referência" em uma prática mais inovadora voltada para o bem-estar dos pacientes com doenças reumáticas.
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