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MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) -
O chefe associado do Serviço de Angiologia, Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital Universitário La Luz, Tomás Bolivar Gómez, destacou os avanços alcançados na cirurgia vascular para o tratamento de patologias da aorta, de modo que atualmente é possível oferecer soluções “eficazes e seguras” a pacientes que, há alguns anos, tinham opções “muito limitadas”.
A patologia da aorta engloba um conjunto de doenças que afetam a artéria principal do organismo, responsável por transportar o sangue do coração para os órgãos vitais. Entre as complicações estão dilatações progressivas da artéria, conhecidas como aneurismas, bem como dissecções e hematomas da parede aórtica, que podem representar um “risco vital significativo” se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo.
“O principal risco dessas doenças é a ruptura da aorta ou a interrupção do fluxo sanguíneo para órgãos essenciais, o que conhecemos como isquemia”, alertou o Dr. Bolivar, que garantiu que uma abordagem adequada requer profissionais altamente qualificados, tecnologia de ponta e uma coordenação assistencial muito precisa.
Nesse sentido, o Hospital Universitário La Luz conta com uma sala de cirurgia híbrida que integra as técnicas de imagem mais avançadas com cirurgia aberta e procedimentos endovasculares minimamente invasivos. “Este ambiente nos permite resolver casos especialmente complexos, mesmo quando a doença afeta simultaneamente os segmentos torácico e abdominal da aorta ou seus ramos principais”, detalhou o especialista.
Entre os procedimentos realizados estão implantes de endopróteses ramificadas ou fenestradas, indicadas para aneurismas juxtarrenais, dissecções complexas ou aneurismas toracoabdominais. “Essas próteses atuam como um ‘revestimento interno’ da aorta, excluindo o aneurisma e preservando a circulação para órgãos vitais por meio de ramos ou janelas perfeitamente alinhados”, explicou.
A combinação de experiência e tecnologia de ponta, com técnicas minimamente invasivas, permitiu que, no último ano, a maioria dos pacientes tratados no centro recebesse alta hospitalar em 24 ou 48 horas, podendo retornar rapidamente à sua vida cotidiana, conforme destacou o Dr. Bolivar Gómez.
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