MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
Os astronautas espanhóis da Agência Espacial Espanhola (ESA), Pablo Álvarez e Sara García, demonstraram entusiasmo nos momentos que antecederam o eclipse solar que poderá ser apreciado nesta quarta-feira na Espanha.
“Que legal não ficar olhando para o celular e aproveitar algo único!”, comemorou Sara García durante uma mesa redonda realizada no Observatório de Yebes (Guadalajara), local oficial de observação do eclipse.
A bióloga molecular, embora tenha reconhecido que o eclipse é uma “oportunidade ideal” para realizar estudos científicos, optou por valorizar “o lado humanístico” desse evento astronômico.
Assim, ela destacou que, na sociedade, “há poucas ocasiões” em que todos os cidadãos estejam “entusiasmados com algo tão único” e em que todos vão “olhar na mesma direção e sentir que a temperatura cai e os pássaros param de cantar”. “Essa é a parte bonita e única”, disse ela.
Sara García comparou o eclipse ao momento em que viu a “oportunidade” de se tornar astronauta: “São coisas que talvez aconteçam apenas uma vez na vida, como esse eclipse; você precisa aproveitar certas oportunidades se elas te entusiasmam”.
Nesse contexto, ela explicou que não se dedica a “nada relacionado ao espaço”, mas sim à pesquisa contra o câncer. “Mas quando a ESA divulgou aquela vaga para ser astronauta, isso me chamou a atenção e decidi tentar”, observou.
Além disso, ela valorizou o fato de que cada astronauta “tem sua própria trajetória profissional”, algo que, em sua opinião, faz com que cada um contribua com “suas próprias perspectivas”.
“Como bióloga molecular, tenho experiências em laboratório que treinaram minha mente e minha forma de trabalhar, que talvez um astrofísico ou piloto tenha de maneira diferente. Um astronauta precisa aprender de tudo no momento em que recebe uma missão”, afirmou.
Por sua vez, Pablo Álvarez garantiu que, quando tinha onze anos, já havia marcado no calendário este dia 12 de agosto de 2026 para poder ver o eclipse total de Sol. “Fiquei pesquisando e já tinha marcado essa data desde então, porque o eclipse passaria por cima da minha cidade, León”, afirmou.
Embora nunca tenha conseguido apreciar um eclipse solar na faixa de totalidade, o astronauta comentou que, quando criança, viu um “a 99% em um vilarejo de León”, onde não havia óculos homologados para observar o eclipse. “Peguei os óculos de soldador do meu avô, algo que não se deve fazer, e ninguém conseguiu me impedir de ver o eclipse”, destacou.
Em sua intervenção, ele também mencionou o momento em que percebeu que queria ser astronauta. “Quando era criança, queria ser astronauta, piloto naval, queria explorar e queria aprender. É algo muito difícil de se alcançar e acho que percebi que queria ser astronauta quando era uma criança de 30 anos, e aqui estamos: nunca é tarde para deixar de sonhar”, afirmou.
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