Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
A organização Médicos do Mundo enviou a Ceuta uma equipe de emergência com duas unidades médicas móveis, composta por profissionais médicos e de enfermagem, psicólogos e mediadores interculturais, que prestou 396 atendimentos de saúde a migrantes que chegaram à cidade durante o afluxo maciço dos dias 30 e 31 de julho.
Em coordenação com as autoridades de saúde e outros atores sociais, a organização ativou, no último dia 15 de agosto, um dispositivo de emergência com o objetivo de facilitar o acesso à assistência médica das pessoas mais vulneráveis nas duas áreas de maior concentração de recém-chegados, especificamente El Tarajal e a Praia Trampolín.
O trabalho das equipes concentra-se na triagem para a identificação de casos que requerem atendimento no pronto-socorro, na realização de curativos, no tratamento de patologias agudas e na detecção de patologias crônicas para encaminhamento a cuidados especializados, no atendimento à saúde mental e na distribuição de medicamentos. Segundo a Médicos do Mundo, isso também requer coordenação e acompanhamento com mediação intercultural, em articulação com centros de saúde e hospitais do sistema público de saúde.
A ONG considera essencial mobilizar todos os recursos e meios que permitam atender às necessidades básicas, oferecer proteção e segurança às pessoas, especialmente às famílias e aos menores de idade, bem como preservar sua saúde física e mental.
A organização faz um apelo à responsabilidade coletiva para que “prevaleça sempre o respeito à dignidade de cada ser humano, garantindo a proteção de seus direitos fundamentais e o acesso aos cuidados médicos de que necessitam”.
Além disso, afirma que continuará trabalhando no terreno com foco em uma única prioridade: “Aliviar o sofrimento das pessoas e facilitar seu acesso aos cuidados de saúde”.
“Estamos diante de uma crise humanitária que exige uma resposta extraordinária. Como organização médica humanitária, lembramos que o acesso à saúde é um direito humano fundamental que deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sua origem ou situação legal”, afirma a presidente da Médicos do Mundo, Ruth Díez.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático