Publicado 20/08/2026 06:46

A organização Médicos do Mundo realizou 400 atendimentos médicos a migrantes após a crise migratória em Ceuta

Vários imigrantes em uma praia, em 19 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Ceuta continua enfrentando uma grave crise humanitária após a histórica chegada em massa de mais de 70 mil migrantes, que atravessaram a nado o Tarajal nos dias 30 e 31 do mês pa
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

A organização Médicos do Mundo enviou a Ceuta uma equipe de emergência com duas unidades médicas móveis, composta por profissionais médicos e de enfermagem, psicólogos e mediadores interculturais, que prestou 396 atendimentos de saúde a migrantes que chegaram à cidade durante o afluxo maciço dos dias 30 e 31 de julho.

Em coordenação com as autoridades de saúde e outros atores sociais, a organização ativou, no último dia 15 de agosto, um dispositivo de emergência com o objetivo de facilitar o acesso à assistência médica das pessoas mais vulneráveis nas duas áreas de maior concentração de recém-chegados, especificamente El Tarajal e a Praia Trampolín.

O trabalho das equipes concentra-se na triagem para a identificação de casos que requerem atendimento no pronto-socorro, na realização de curativos, no tratamento de patologias agudas e na detecção de patologias crônicas para encaminhamento a cuidados especializados, no atendimento à saúde mental e na distribuição de medicamentos. Segundo a Médicos do Mundo, isso também requer coordenação e acompanhamento com mediação intercultural, em articulação com centros de saúde e hospitais do sistema público de saúde.

A ONG considera essencial mobilizar todos os recursos e meios que permitam atender às necessidades básicas, oferecer proteção e segurança às pessoas, especialmente às famílias e aos menores de idade, bem como preservar sua saúde física e mental.

A organização faz um apelo à responsabilidade coletiva para que “prevaleça sempre o respeito à dignidade de cada ser humano, garantindo a proteção de seus direitos fundamentais e o acesso aos cuidados médicos de que necessitam”.

Além disso, afirma que continuará trabalhando no terreno com foco em uma única prioridade: “Aliviar o sofrimento das pessoas e facilitar seu acesso aos cuidados de saúde”.

“Estamos diante de uma crise humanitária que exige uma resposta extraordinária. Como organização médica humanitária, lembramos que o acesso à saúde é um direito humano fundamental que deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sua origem ou situação legal”, afirma a presidente da Médicos do Mundo, Ruth Díez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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