Publicado 24/07/2025 09:53

Organizações de saúde espanholas sob os holofotes dos ataques cibernéticos: 51% sofreram violações de dados até 2025

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MADRI 24 jul. (Portaltic/EP) -

51% das organizações de saúde na Espanha sofreram violações de dados externos até agora neste ano, um número que excede a média global (47%) e está bem acima de países como a França e a Itália (39% em ambos os casos).

Apesar de a digitalização do sistema de saúde espanhol estar avançando, a segurança dos dados, a obsolescência tecnológica e a baixa adoção de ferramentas importantes, como a inteligência artificial (IA) ou os dispositivos móveis, continuam sendo obstáculos "consideráveis", conforme refletido no último relatório "O dilema digital da saúde: riscos calculados e desafios ocultos revelados", desenvolvido pela empresa especializada em soluções de mobilidade empresarial e Internet das Coisas (IoT), SOTI.

O estudo, que entrevistou 1.750 tomadores de decisões de TI em um total de onze países, destaca como a Espanha excede a média global de violações de dados externos em organizações de saúde, com quatro por cento a mais de casos registrados. Da mesma forma, países como a França e a Itália ficam atrás da Espanha nessa área, com apenas 39% desses problemas.

A Espanha também está acima da média global em termos de preocupação com a segurança dos dados, com 35% dos gerentes de TI do setor de saúde considerando a segurança dos dados como seu "maior desafio", enquanto a média global é de 30% e a média europeia é de 27%.

Na verdade, 52% dos entrevistados na Espanha disseram estar "muito preocupados" com a proteção dos dados dos pacientes ao remover dispositivos móveis, em comparação com 40% globalmente. Além disso, 15% identificam o gerenciamento da segurança de dispositivos compartilhados como uma área "crítica", também acima da média global (13%).

TECNOLOGIA DESATUALIZADA COMO BARREIRA PARA A EFICIÊNCIA

A esse respeito, o estudo observou que a dependência de tecnologias legadas está impedindo que as equipes de TI se concentrem nas "principais prioridades", com 29% dos líderes de tecnologia espanhóis dizendo que o gerenciamento desses sistemas desatualizados consome grande parte de seu tempo, em comparação com 22% globalmente.

De fato, conforme observado no relatório, 16% consideram que a tecnologia legada é diretamente "sua principal preocupação", em comparação com 11% em todo o mundo.

Além disso, 42% das organizações de saúde na Espanha informaram que identificam problemas técnicos frequentes com dispositivos de IoT e telessaúde, o que afeta negativamente o desempenho da equipe de saúde, conforme explicou a empresa. Até mesmo 17% afirmaram que esses sistemas são "complexos demais" para serem usados.

No entanto, apesar dessas limitações, o relatório mostra que há um reconhecimento da necessidade de aprimoramento no setor, com 47% dos gerentes de TI espanhóis considerando "urgente" investir em tecnologia mais avançada, em comparação com 39% da média global.

Nesse contexto, os entrevistados detalharam que a adoção de determinadas tecnologias continua baixa. Por exemplo, apenas 43% das organizações de saúde na Espanha usam impressoras móveis, em comparação com 62% na Europa e no mundo.

Nesse sentido, a integração de registros eletrônicos de saúde também representa um grande desafio para as organizações de saúde, com 84% dos líderes de tecnologia na Espanha afirmando que essa tem sido uma tarefa "particularmente difícil", em comparação com 79% no mundo todo.

A IA AINDA NÃO REALIZOU TODO O SEU POTENCIAL NA ESPANHA

Por outro lado, o relatório também afirmou que a IA está começando a se estabelecer como uma "ferramenta fundamental" no setor de saúde em todo o mundo, de acordo com a empresa, mas a Espanha "ainda está atrasada em alguns de seus usos mais avançados".

Tanto é assim que apenas 37% a utilizam para personalizar tratamentos (em comparação com 45% no mundo todo) e 32% a utilizam para diagnosticar condições médicas (40% no mundo todo).

"Problemas persistentes com a segurança dos dados, a complexidade do sistema e a integração deficiente da tecnologia estão impedindo o progresso. O foco em soluções avançadas de Gerenciamento de Mobilidade Empresarial (EMM) é fundamental para permitir operações escalonáveis, seguras e centradas no paciente", concluiu David Parras, diretor regional da SOTI para o sul da Europa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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