MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Geral das Ordens dos Ópticos- Optometristas (CGCOO), Andrés Gené Sampedro, recomendou que a visão dos alunos seja examinada antes e durante o ano letivo para detectar precocemente possíveis problemas visuais, já que isso permite “corrigir possíveis barreiras visuais que possam dificultar tarefas específicas em sala de aula”.
Os alunos “nem sempre conseguem perceber que não enxergam bem porque, em muitos casos, não conhecem outra forma de enxergar”, afirmou, ao mesmo tempo em que explicou que, por isso, “é fundamental que as famílias fiquem atentas a determinados sinais e que os exames oftalmológicos façam parte dos cuidados de saúde durante a infância”.
Nesse sentido, e como um distúrbio não identificado pode transformar as atividades dos alunos “em um esforço desnecessário”, Gené Sampedro insistiu na importância do exame oftalmológico para identificar problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo ou ambliopia.
Depois de destacar, em particular, a miopia — que é um dos distúrbios refrativos mais comuns e cuja prevalência aumentou nos últimos anos, costumando surgir durante a infância e podendo progredir à medida que o olho cresce —, ele afirmou que as consultas ao oftalmologista-optometrista são ainda mais necessárias quando há histórico familiar, sintomas ou quando são detectados sinais de alerta.
SINAIS A SEREM LEVADOS EM CONTA
Por isso, ele incentivou a prestar atenção a sinais como aproximar-se demais de livros, cadernos, televisão ou telas; apertar os olhos, fechar ou tapar um olho para enxergar; ter dificuldade para ver o quadro-negro ou relatar visão embaçada ou dupla; esfregar os olhos com frequência ou apresentar cansaço ocular, incômodos ou dor de cabeça após tarefas prolongadas de perto; perder repetidamente o ponto de leitura ou evitar determinadas tarefas visuais, e apresentar desvio de um olho, mesmo que ocorra apenas de forma intermitente.
Além disso, e como método preventivo, ele destacou a importância de manter hábitos visuais saudáveis durante o ano letivo. “O uso prolongado de telas e de tarefas de perto, especialmente sem pausas, pode ser acompanhado de secura ocular, visão embaçada transitória ou dor de cabeça”, por isso “recomenda-se fazer pausas periódicas, alternar entre a visão de perto e de longe, manter uma distância confortável e garantir uma iluminação adequada”, explicou.
Por fim, e após destacar o Plano VEO, promovido pelo Ministério da Saúde em colaboração com o CGCOO, que oferece auxílios de até 100 euros por ano para óculos ou lentes de contato a menores de até 16 anos que atendam aos requisitos estabelecidos, ele indicou que “uma boa visão é uma ferramenta fundamental para que as crianças possam se desenvolver normalmente na escola e em sua vida cotidiana”.
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