MADRID 6 fev. (Portaltic/EP) - A OpenAI apresentou o Frontier, sua nova plataforma aberta projetada para ajudar as empresas a criar e coordenar agentes de inteligência artificial (IA), com o objetivo de oferecer mais contexto aos agentes para otimizar a realização de tarefas em ambientes “seguros e regulamentados”.
A empresa dirigida por Sam Altman destacou como os agentes de IA mudaram a forma de trabalhar nas empresas, ajudando a otimizar o trabalho ao realizar tarefas reais de forma autônoma. No entanto, tão importante quanto suas capacidades é garantir uma boa gestão dessa tecnologia, pois o que freia o avanço “não é a inteligência dos modelos, mas como os agentes são criados e gerenciados em suas organizações”.
Nesse sentido, com o objetivo de ajudar na gestão dos agentes para obter o máximo proveito, a OpenAI apresentou o Frontier, uma nova plataforma projetada para ajudar as empresas a criar, implementar e gerenciar agentes de IA em suas empresas para realizar tarefas. Conforme explicado em um comunicado, essa plataforma fornece aos agentes contexto compartilhado, aprendizado prático com feedback, bem como permissões e limites claros relacionados às suas tarefas. Dessa forma, ajuda os agentes a passarem de trabalhar como casos isolados em cada tarefa para fazê-lo de forma colaborativa, participando na própria empresa como fariam os trabalhadores. Ou seja, mesmo que haja agentes distribuídos em todas as seções de uma empresa, cada um “está isolado no que pode ver e fazer”. Isso faz com que, em algumas ocasiões, os agentes acabem trazendo mais complexidade na hora de realizar o trabalho, em vez de ajudar e facilitar as tarefas, pois não têm contexto suficiente. Portanto, o Frontier se apresenta como um espaço no qual os agentes podem obter contexto da empresa, compreendendo como devem executar as tarefas, o que é bom para melhorar a qualidade da empresa e obtendo uma identidade com permissões e limites. Por sua vez, as equipes poderão colocar os agentes em produção com uma abordagem integral para criá-los, implementá-los e gerenciá-los. Na prática, os usuários do Frontier podem programar agentes de IA, gerenciar a quais dados e aplicativos externos eles podem se conectar e configurar as funções específicas desses agentes, como se estivessem gerenciando funcionários reais. Da mesma forma, as equipes humanas também poderão avaliar os agentes para torná-los mais úteis ao longo do tempo por meio de feedback. Vale ressaltar que esta plataforma é aberta, portanto, qualquer agente poderá ser gerenciado, independentemente de ter sido criado usando outras tecnologias de IA que não sejam as da OpenAI, o que a torna mais personalizável para se adaptar às necessidades de cada empresa.
Além disso, o Frontier funciona em vários sistemas para se adaptar aos equipamentos que as empresas já possuem, sem a necessidade de reestruturar suas plataformas, bem como utilizando seus dados existentes e os aplicativos já instalados, por meio de padrões abertos.
“A Frontier oferece aos colegas de IA a capacidade de raciocinar sobre dados e realizar tarefas complexas, como trabalhar com arquivos, executar códigos e usar ferramentas, tudo em um ambiente de execução de agentes aberto e confiável”, afirmou a OpenAI.
Por enquanto, a OpenAI informou que começou a testar o Frontier com empresas como HP, Oracle e Uber como clientes, embora sua implementação mais ampla esteja prevista para breve.
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