Publicado 29/06/2026 16:46

A ONU enviará 10.000 sacos para cadáveres à Venezuela

Archivo - Arquivo - Terremoto na Venezuela (arquivo)
ONU - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

A ONU anunciou um acordo com as autoridades da Venezuela para a aquisição de 10.000 sacos mortuários, a fim de atender às necessidades decorrentes do duplo terremoto da semana passada, que, segundo o último balanço oficial, custou a vida a mais de 1.700 pessoas.

O coordenador humanitário em Caracas, Gianluca Rampolla, destacou que, por enquanto, não há um número confirmado de desaparecidos, mas a ONU e as autoridades venezuelanas concordaram em adquirir 10.000 sacos para cadáveres diante da possibilidade de que o número de mortos continue aumentando, informou a própria ONU.

O último número oficial aponta 1.719 mortos, mais de 5.000 feridos e cerca de 12.000 pessoas deslocadas. Cerca de 2.500 estruturas foram afetadas, muitas delas completamente destruídas, lembrou Rampolla em entrevista coletiva.

Embora as operações de busca e resgate geralmente se concentrem nas primeiras 72 horas, as equipes decidiram prolongá-las porque ainda recebem indícios de pessoas presas nos escombros e continuam localizando sobreviventes, relatou ele.

“Continuamos operando em um ambiente de alto risco”, destacou Rampolla antes de lembrar que, desde os dois terremotos iniciais, foram registrados cerca de 500 tremores posteriores, incluindo um de magnitude 5,2 na madrugada desta segunda-feira, enquanto uma tempestade tropical ameaça provocar chuvas fortes nas áreas afetadas. Nesse sentido, Caracas confirmou mais de 600 “eventos sísmicos” e um número ainda maior de réplicas.

A ONU está preparando três centros de atendimento em La Guaira para as famílias que perderam suas casas. Lá serão oferecidos atendimento médico, alimentos, água, saneamento, proteção e apoio psicossocial.

A responsável pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU na Venezuela, Vanessa May, explicou que muitas pessoas perderam toda a sensação de estabilidade. “Passar de ter uma casa, de ter um lar, para ficar em um abrigo ou em um alojamento temporário não vai ser fácil”, observou ela.

Por isso, o apoio emocional é tão necessário quanto a comida, a água ou a assistência médica. “Há pessoas que precisam de um abraço”, relatou ela. Muitas famílias aguardam notícias de seus entes queridos e outras já sabem que eles continuam sob os escombros.

Quando as buscas forem concluídas, a ONU e seus parceiros farão avaliações rápidas para identificar as necessidades, incluindo as de idosos e pessoas com deficiência. A próxima etapa incluirá a remoção dos escombros e a recuperação inicial, com atenção aos danos em escolas e hospitais.

May destacou que a reconstrução exigirá trabalhar com as autoridades para determinar onde as famílias deslocadas poderão morar e realizar estudos do solo antes de qualquer realocação. “Isso vai levar tempo”, alertou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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