Europa Press/Contacto/Hassan al-Jedi
MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
A última análise elaborada por várias agências das Nações Unidas sobre a situação alimentar na Faixa de Gaza aponta para uma melhora na segurança alimentar e na nutrição infantil em todo o enclave palestino, embora alerte que esses avanços continuam sendo “frágeis”.
A Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC) estima que 1,4 milhão de pessoas — ou seja, 67% da população de Gaza — enfrentam atualmente níveis de crise ou superiores de insegurança alimentar aguda, fase 3 da escala. Apesar da gravidade da situação, isso representa uma ligeira melhora em relação aos 1,6 milhão de pessoas — ou 77% da população — que se encontravam nessa situação no final do ano passado.
Da mesma forma, 212 mil pessoas continuam em condições de emergência ou fase 4, de acordo com a classificação do IPC. Muitas delas vivem em áreas próximas à linha de controle militar israelense, onde o acesso à ajuda humanitária e aos serviços continua sendo especialmente difícil.
Quanto à distribuição de assistência alimentar, as agências da ONU indicam que, desde a assinatura do acordo de cessar-fogo entre as partes, a assistência alimentar e nutricional aumentou “de forma significativa”.
“Os pacotes de alimentos chegaram a cerca de 1,5 milhão de pessoas. A assistência econômica multifuncional atingiu um máximo de cerca de 700 mil pessoas, e o apoio nutricional alcançou 60% das crianças menores de cinco anos, ao mesmo tempo em que aumentou o acesso ao tratamento da desnutrição aguda”, afirmou o IPC.
Apesar de tudo, na Faixa de Gaza permanece aberto apenas o posto de fronteira de Kerem Shalom, no sul, o que, segundo a ONU, limita a entrada de bens essenciais para a recuperação e mantém a maioria da população dependente da ajuda humanitária.
“A população de Gaza continua enfrentando enormes dificuldades para recuperar seus meios de subsistência, os sistemas alimentares locais e os serviços essenciais”, indicou o comunicado conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do UNICEF e do Programa Mundial de Alimentos (PMA).
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