Publicado 14/01/2026 14:09

Oncologistas e pacientes exigem um prazo máximo de 14 dias para realizar uma endoscopia em caso de suspeita de câncer gástrico.

Archivo - Arquivo - Médico segurando endoscópio durante a gastroscopia
YAKOBCHUKOLENA/ ISTOCK - Arquivo

É uma das solicitações incluídas em um documento que identifica os 10 principais desafios no tratamento da doença MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -

Oncologistas e pacientes com câncer gástrico exigiram que fossem estabelecidos tempos máximos de espera na Atenção Primária para a realização de uma endoscopia, com um limite de 14 dias a partir da suspeita da doença, com o objetivo de melhorar o diagnóstico precoce. “Não é aceitável que a demora na gastroscopia em alguns pontos da Espanha seja de meses. Temos que tentar que haja um tempo máximo de espera a partir da suspeita, que não pode ultrapassar duas semanas”, afirmou o presidente do Grupo de Tratamento de Tumores Digestivos (TTD), Fernando Rivera, durante a apresentação do documento “10 Desafios Prioritários no Abordamento do Câncer Gástrico na Espanha”.

Este documento foi elaborado pela Associação Contra o Câncer Gástrico e Gastrectomizados (ACCGG) em conjunto com a Ifarcedis, a Atellas e o Grupo de Tratamento de Tumores Digestivos (TTD). O trabalho sintetiza os consensos emergentes de um encontro realizado no Senado, no qual participaram representantes políticos, da administração sanitária, profissionais clínicos, sociedades científicas, indústria farmacêutica e associações de pacientes.

Na Espanha, são diagnosticados anualmente mais de 8.000 casos de câncer gástrico e registradas cerca de 5.000 mortes, com uma sobrevida de cinco anos de 28%. Os especialistas afirmam que o atraso no diagnóstico é a principal barreira para melhorar a sobrevida. A maioria dos diagnósticos ocorre em fases avançadas, quando a doença é oncológicamente agressiva. “Por isso, pedimos que sejam elaboradas e implementadas campanhas nacionais de conscientização sobre os sintomas de alerta. Além de protocolos de rastreamento populacional adaptados a populações de incidência média”, apontou Rivera. Da mesma forma, o trabalho aponta que a disponibilidade de biomarcadores críticos, como HER2, PD-L1, Claudina 18.2, varia substancialmente de acordo com o território e o centro, impedindo o exercício da medicina de precisão. “Queremos uma rede que funcione. Não existe um acordo que detalhe como os biomarcadores devem ser analisados. Em muitos casos, os hospitais que não têm recursos têm que ligar para outros maiores e pedir o favor de disponibilizar biomarcadores”, apontou Ma Jesús Fernández, da Sociedade Espanhola de Anatomia Patológica (SEAP).

Nesse sentido, eles reivindicam a inclusão obrigatória de biomarcadores na carteira de serviços nacionais quando o medicamento associado for aprovado. Assim como estabelecer padrões mínimos de capacidade diagnóstica molecular em centros oncológicos de referência. REDUÇÃO DOS TEMPOS DE ACESSO A MEDICAMENTOS INOVADORES

Os pacientes e especialistas também consideram necessário reduzir os tempos de acesso a medicamentos inovadores. “Os tempos médios de espera de mais de 500 dias entre a aprovação clínica e o acesso da população são eticamente inaceitáveis em pacientes com prognóstico mais grave”, criticou Sandra Flores, da Unidade de Gestão Clínica da Farmácia do Hospital Universitário Virgen del Rocío.

Nesse contexto, eles pedem que se acelerem os processos de avaliação de tecnologias sanitárias e se implemente um acesso condicional ou um modelo de valor adicional para medicamentos e indicações de alta mortalidade. “Às vezes, a inovação não chega a tempo nem a todas as pessoas. Por isso, pedimos mais equidade, transparência e rapidez, para que as novas ferramentas cheguem às pessoas que precisam delas”, destacou Pilar Ruiz, presidente da ACCGG.

Os demais desafios passam por avançar em direção a uma homogeneização nacional dos protocolos diagnósticos e terapêuticos, reforçar a pesquisa e a inovação, impulsionar a prevenção, melhorar o acompanhamento do paciente, fortalecer a capacidade diagnóstica molecular e aproveitar as oportunidades oferecidas pela transformação digital.

A intenção dos autores é apresentar o documento ao Ministério da Saúde e às comunidades autónomas, bem como às comissões de saúde do Congresso e do Senado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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