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MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) -
O Grupo Espanhol de Oncologia Geniturinária (SOGUG) destacou a importância do diagnóstico molecular precoce em pacientes com câncer de próstata, que permite personalizar o tratamento e otimizar sua sequência. “Os inibidores de PARP são tratamentos direcionados contra mutações específicas, principalmente BRCA1 e BRCA2, que conferem pior prognóstico, mas também uma melhor resposta quando se utilizam terapias direcionadas”, afirmou a presidente do SOGUG, Aránzazu González del Alba, que acrescentou que estes medicamentos demonstraram melhorar a sobrevivência no câncer de próstata resistente à castração e, em combinação com a privação androgênica, prolongar o tempo até à progressão.
Nesse contexto, os especialistas destacam o papel do teste genético precoce. “Quanto mais cedo pudermos realizar um teste genético e dispor de determinações moleculares que são alvo do tratamento, melhor poderemos sequenciar as diferentes opções terapêuticas disponíveis”, indicou o secretário-geral da SOGUG, Francisco Zambrana.
Este foi um dos pontos abordados durante a I Jornada Multidisciplinar de Câncer de Próstata da SOGUG, que analisou o papel do diagnóstico molecular, da oncologia de precisão e da teragnose na prática clínica atual.
O tratamento do câncer de próstata, um dos tumores mais frequentes em homens, passou por uma profunda evolução na última década, impulsionado pela incorporação de novas ferramentas diagnósticas e pela ampliação do arsenal terapêutico, o que permitiu aumentar as taxas de cura em estágios localizados e melhorar significativamente a sobrevivência na doença avançada.
Entre os principais motores dessa mudança destacam-se a melhoria nas técnicas de imagem, como a ressonância magnética multiparamétrica e a PET com diferentes radiotraçadores, bem como a chegada de novos tratamentos direcionados e radiofármacos. “Essas novas ferramentas diagnósticas nos permitem detectar a doença que antes passava despercebida e ajustar melhor as decisões terapêuticas”, afirmou González. Assim, a teragnose se consolidou como um dos avanços mais relevantes no câncer de próstata avançado. O 'Lutecio-PSMA', recentemente financiado, representa uma mudança de paradigma: “Usamos um PET com um radiotraçador diagnóstico para identificar as células que expressam PSMA, presentes em mais de 80% dos casos de doença metastática, e posteriormente um radiofármaco direcionado contra essas mesmas células”, apontou González.
Este tratamento demonstrou melhorar a sobrevivência e o controle da dor em pacientes que progrediram após múltiplas linhas terapêuticas. A QUALIDADE DE VIDA, UM NOVO DESAFIO A melhoria da sobrevivência colocou a qualidade de vida como um dos desafios clínicos emergentes. “A osteoporose, os distúrbios metabólicos e o aumento do risco cardiovascular são efeitos adversos relevantes que obrigam a propor estratégias de redução em determinados pacientes”, explicou González, que sublinhou que estas estratégias devem ser exploradas “sem comprometer a sobrevivência global, com o objetivo de reduzir a toxicidade e melhorar o bem-estar”.
O encontro também incorporou a perspectiva do paciente, com a participação da Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC), ANCAP e GEPAC. “Nada do que fazemos faz sentido se não incorporarmos a perspectiva do paciente em cada avanço e em cada decisão terapêutica”, concluiu Aránzazu.
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