Publicado 11/02/2026 09:19

A OMS solicita financiamento e integração da imunização aos cuidados de saúde primários para cumprir a Agenda de Imunização 2030

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Os Estados-Membros solicitaram a reposição do Fundo de Contingência para Emergências MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

A integração da imunização na Atenção Primária, a cobertura sanitária universal, os orçamentos nacionais em saúde e os sistemas de informação sanitária foram os principais eixos abordados na 158ª sessão do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para examinar a Agenda de Imunização 2030, que contou com a participação de 36 Estados-Membros e 11 atores não estatais.

Nesta sessão, diante da diminuição do financiamento nacional e internacional em imunização, as atividades da Agenda de Imunização 2030 (IA2030, na sigla em inglês) também foram reorientadas. Os Estados-Membros solicitaram, por sua vez, a reposição do Fundo de Contingência para Emergências para responder às 36 emergências mundiais, que incluem campanhas de vacinação e vigilância de doenças. O Conselho Executivo tem como objetivo garantir que todas as crianças sem doses e com imunização insuficiente possam ter acesso a elas dentro da IA2030. Além disso, destacou a necessidade de a vacinação abranger “todo o ciclo de vida”, para garantir “que pessoas de todas as idades recebam as vacinas de que necessitam”. Nesta revisão intercalar da IA2030, reconheceu-se que a arquitetura sanitária mundial e o panorama de financiamento mudaram significativamente desde 2020.

DESINFORMAÇÃO E MEDO DE TOMAR A VACINA

A preocupação com a desinformação e a relutância em se vacinar foram temas destacados durante esta reunião, pelo que se pretende reforçar a comunicação dos riscos e a participação da comunidade, a fim de gerar confiança e manter a procura de vacinas. Os delegados solicitaram, da mesma forma, melhores dados subnacionais e desagregados, e investir em sistemas digitais de imunização e mecanismos para acompanhar os progressos.

Por outro lado, os Estados-Membros destacaram que, para a harmonização da Estratégia Internacional de Imunização 2030, é necessário fortalecer os planos nacionais, o financiamento nacional e garantir vias de sustentabilidade para alcançar os objetivos de imunização a longo prazo.

Olhando para o futuro, os Estados-Membros enfatizaram que a imunização requer uma abordagem “mais precisa e uma ação contundente por parte da OMS e seus parceiros, como a Gavi, o UNICEF, o Fundo Global e a sociedade civil”.

Nesta sessão, também foi debatida a Estratégia para o Fim da Tuberculose e a Estratégia para a Erradicação da Poliomielite, e foi sublinhada a importância de manter o compromisso e o financiamento para estas doenças. Assim, prorrogaram a Estratégia de Erradicação da Poliomielite até 2029 e a integração dos recursos antipoliomielíticos em sistemas de saúde mais amplos para alcançar resiliência a longo prazo.

Os Estados-Membros também comemoraram os avanços na interrupção da transmissão do poliovírus selvagem fora das áreas limitadas do Afeganistão e do Paquistão e enfatizaram a importância de alcançar populações móveis e sem doses.

Quanto à Estratégia para o Fim da Tuberculose, solicitaram “uma maior integração dos serviços de tuberculose na atenção primária à saúde, acesso equitativo a diagnósticos e tratamentos e inovação, incluindo novas vacinas contra a tuberculose para adolescentes e adultos”.

A revisão intermediária da Iniciativa para a Imunização 2030 será debatida por todos os Estados-Membros na 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2026.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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