As mortes aumentam em 50%, chegando a 6.000 pessoas
MADRID, 12 set. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou mais de 560.000 casos de cólera em 2024, um aumento de 5% em relação a 2023, período em que as mortes aumentaram 50%, chegando a mais de 6.000 pessoas mortas por uma doença evitável e tratável.
A África, o Oriente Médio e a Ásia foram responsáveis por 98% dos casos, com 12 países relatando mais de 10.000 casos cada, incluindo Bangladesh, Comores, República Democrática do Congo (RDC), Etiópia, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Iêmen, Zâmbia e Zimbábue.
Notavelmente, esse é o primeiro surto em Comores em 15 anos, ressaltando a preocupação da OMS com todos os casos registrados em 70 países em 2024, em comparação com 45 no ano anterior.
"Embora esses números sejam alarmantes, eles subestimam o verdadeiro ônus da cólera (...) Conflitos, mudanças climáticas, deslocamento populacional e deficiências de longo prazo na infraestrutura de água, saneamento e higiene continuam a alimentar o aumento da cólera, uma doença causada pela bactéria 'Vibrio cholerae', que se espalha rapidamente através da água contaminada com fezes", disse a OMS.
O continente africano registrou um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de mortalidade de casos, que chegou a 1,9%, revelando "lacunas significativas" na prestação de cuidados que salvam vidas, além de apontar a "fragilidade" de muitos sistemas de saúde e os desafios de acesso a eles.
A OMS também observou que um quarto de todas as mortes no mundo ocorreu na comunidade e fora das instalações de saúde, ressaltando essas lacunas na assistência médica.
Para lidar com essa situação, a OMS pediu aos governos, aos doadores e às comunidades que garantam o acesso a instalações de água potável e higiene, forneçam informações precisas sobre como se proteger e ofereçam acesso rápido a tratamento e vacinação quando ocorrerem surtos.
Também recomendou vigilância e diagnóstico "rigorosos" para orientar a resposta e maior investimento na produção de vacinas, já que os dados preliminares para 2025 mostram que a crise global de cólera continuará com até 31 países relatando surtos desde o início do ano.
PRÉ-QUALIFICAÇÃO DE UMA NOVA VACINA EM 2024
Apesar da situação, a OMS lembrou que a inovadora vacina oral "Euvichol-S" foi pré-qualificada no início de 2024, cuja adição ajudou a manter os níveis médios de estoque acima do limite de emergência de cinco milhões de doses nos primeiros seis meses de 2025.
No entanto, a mudança temporária de um regime de duas doses para um regime de uma dose teve de ser mantida devido à alta demanda contínua por vacinas orais, com 61 milhões de doses solicitadas para o estoque global em 2024, com um recorde de 40 milhões aprovadas para uso emergencial em campanhas reativas de dose única em 16 países.
Embora a OMS tenha reconhecido que a duração da proteção de uma dose é mais curta do que a de duas doses, essa é uma estratégia que se mostrou "eficaz" na resposta a surtos.
"A OMS considera o risco global de cólera muito alto e está respondendo com urgência para reduzir as mortes e conter os surtos em países de todo o mundo", concluiu a agência, que se compromete a continuar apoiando os países para fortalecer a vigilância da saúde pública, o gerenciamento de casos, as medidas de prevenção, fornecer produtos médicos essenciais, coordenar operações de campo e apoiar tanto a comunicação de risco quanto o envolvimento da comunidade.
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