MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - A subdiretora do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES), María José Sierra, explicou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou à Espanha que reforce a vacinação contra o sarampo e aumente “ainda mais” a vigilância de casos suspeitos, após retirar o status de país livre do sarampo, que ostentava desde 2016.
O Comitê Regional Europeu de Verificação para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola (CRV), órgão de especialistas independentes da OMS, informou ao Ministério da Saúde que a transmissão endêmica do sarampo foi restabelecida na Espanha, com base nos dados notificados durante 2024 e 2025.
“A conclusão é que não se pode descartar que tenha havido uma cadeia de transmissão com mais de 12 meses de duração”, explicou Sierra em declarações enviadas pelo Ministério da Saúde, salientando que as recomendações da OMS visam eliminar essas cadeias de transmissão.
A partir disso, a representante do CCAES detalhou que a OMS aconselhou a Espanha a aumentar “ainda mais” a sensibilidade da vigilância. “Temos que garantir que todos os casos suspeitos sejam descartados rapidamente. Além disso, temos que garantir que nenhum caso passe despercebido", sublinhou. Paralelamente, a OMS aconselhou a concentrar-se na cobertura da vacina tríplice, uma vez que atinge os 95% recomendados na primeira dose, mas não na segunda. Dado o contexto de circulação do sarampo nos países vizinhos e a nível mundial, “é fundamental” superar esses 95% com ambas as doses e garantir que toda a população, ou pelo menos a maioria, esteja protegida, com ênfase nos grupos vulneráveis.
“Esta situação está ocorrendo na Espanha, está ocorrendo em países vizinhos como França, Alemanha, Itália, Reino Unido, que voltam a estar em uma situação que a OMS considera de circulação, de transmissão endêmica do vírus”, precisou Sierra, que lembrou que a Região das Américas também perdeu o status em 2025 devido ao ressurgimento de surtos.
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