Juanma Jiménez - Europa Press
MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma série de recomendações para as pessoas afetadas pela fumaça dos incêndios que vêm ocorrendo na Europa e, especificamente, na Espanha nos últimos dias, como, por exemplo, reduzir as fontes de poluição do ar dentro das residências.
Assim, a OMS pediu a redução de certas práticas, como fumar cigarros, usar fogões a gás propano ou a lenha, borrifar produtos em aerossol e fritar ou assar alimentos, tudo isso “para compensar, em parte, o aumento da carga de partículas provenientes do ar externo”. Na opinião da organização, a fumaça dos incêndios florestais é um risco à saúde “frequentemente subestimado”.
Nesse sentido, esse órgão internacional destacou que a fumaça pode se espalhar por regiões, países e até mesmo continentes, piorando a qualidade do ar nas comunidades situadas a sotavento e com consequências tanto físicas quanto psicológicas, inclusive para quem mora longe do incêndio. Trata-se de uma mistura complexa de gases e partículas minúsculas que são liberadas quando árvores, vegetação, edifícios e outros materiais são queimados.
“As partículas finas (conhecidas como PM2,5) são uma das principais preocupações, pois essas partículas minúsculas podem ser inaladas profundamente nos pulmões e entrar na corrente sanguínea”, indicou, acrescentando que os cidadãos expostos “podem apresentar tosse, irritação nos olhos e na garganta, dores de cabeça, chiado no peito e dificuldade para respirar”.
GRUPOS DE RISCO
De fato, para pessoas com problemas de saúde pré-existentes, como asma, doença pulmonar crônica e cardiopatia, a exposição — mesmo que a fonte esteja a uma certa distância — pode agravar os sintomas e, em casos graves, pode exigir hospitalização e atendimento de emergência. Também fazem parte dos grupos de risco bebês e crianças pequenas, idosos, gestantes, algumas pessoas com deficiência, aqueles que vivem em residências difíceis de proteger contra a fumaça, pessoas em situação de rua, membros dos serviços de emergência e trabalhadores ao ar livre.
Quando houver incêndios florestais na região, mesmo que a uma certa distância, é necessário seguir as instruções das autoridades locais, “que terão as informações mais atualizadas sobre a situação no local”, explicou a respeito a integrante do Centro Europeu da OMS para o Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Saúde, Dorota Jarosinska, acrescentando que, se for percebido cheiro de fumaça, “isso significa que ela está presente no ar” e que é necessário “proteger-se reduzindo a exposição”.
Mesmo que o cheiro não seja percebido, podem surgir sintomas “e os incêndios florestais podem mudar de direção repentinamente se a direção do vento mudar”, alertou ela.
Por tudo isso, recomenda-se, em situações de exposição, permanecer em ambientes fechados o máximo possível, com portas e janelas fechadas, a menos que tenha sido indicada uma evacuação; usar uma máscara bem ajustada, do tipo FFP2 ou N95, caso seja necessário sair ao ar livre; reduzir deslocamentos desnecessários; seguir as orientações para resfriar o ambiente caso haja uma onda de calor; prestar atenção a qualquer sintoma de saúde e procurar atendimento médico caso haja algum.
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