MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recomendações atualizadas sobre o manejo clínico do vírus da imunodeficiência humana (HIV), que confirmam os regimes baseados em dolutegravir (DTG) como a opção preferida para o tratamento inicial e posterior da infecção.
As novas diretrizes visam ajudar os países a fortalecer seus programas contra o HIV, reduzir a mortalidade e avançar na erradicação da AIDS como ameaça à saúde pública. O guia reflete avanços significativos no tratamento e responde às novas evidências sobre regimes antirretrovirais otimizados, o manejo da transmissão vertical e a prevenção da tuberculose em pessoas com o vírus.
“Essas recomendações atualizadas refletem o compromisso da OMS de garantir que as pessoas com HIV se beneficiem das opções de tratamento mais eficazes, seguras e práticas disponíveis”, destacou a diretora do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatites Virais e DST da OMS, Tereza Kasaeva.
De acordo com o guia, para os pacientes que não respondem aos regimes com dolutegravir e precisam de um inibidor da protease (IP), a recomendação é usar darunavir/ritonavir como primeira opção, em vez dos tratamentos preferidos anteriormente, atazanavir/ritonavir ou lopinavir/ritonavir. Também apoia a reutilização de tenofovir e abacavir em regimes posteriores com base em melhores resultados, vantagens programáticas e possíveis economias de custos. Além disso, recomenda o uso de terapia antirretroviral injetável de ação prolongada em circunstâncias específicas, como para adultos e adolescentes que enfrentam dificuldades para aderir aos regimes orais diários. Para simplificar o tratamento em indivíduos selecionados que estão clinicamente estáveis, recomenda regimes orais de dois medicamentos. TRANSMISSÃO VERTICAL E TUBERCULOSE A OMS alertou que continuam a ocorrer infecções por HIV em lactentes, especialmente durante a amamentação, embora tenha reconhecido que houve avanços importantes na eliminação da chamada transmissão vertical.
Nesse contexto, a organização continua recomendando que as mães com HIV amamentem exclusivamente durante os primeiros seis meses e que a amamentação continue até os 12 meses e, possivelmente, até os 24 meses ou mais, juntamente com uma terapia antirretroviral materna eficaz e uma alimentação complementar adequada.
Além disso, indicou que todos os bebês expostos ao HIV devem receber seis semanas de profilaxia pós-natal, preferencialmente com nevirapina, enquanto os bebês com maior risco devem receber profilaxia tripla reforçada. A profilaxia infantil prolongada pode ser utilizada até que se alcance a supressão viral materna ou se suspenda a amamentação. Por outro lado, afirmou que a tuberculose continua a ser uma das principais causas de morte entre as pessoas com VIH. Para melhorar a aceitação e a conclusão do tratamento preventivo nesses casos, acrescentou uma recomendação que aponta para um regime semanal de isoniazida e rifapentina (3HP) durante três meses, com regimes de isoniazida diária (6H) durante seis meses e isoniazida diária (9H) durante nove meses como alternativas, de acordo com as necessidades clínicas e programáticas.
Todas essas recomendações serão integradas na próxima edição das diretrizes consolidadas da OMS sobre HIV e têm como objetivo informar os programas nacionais de HIV, médicos, parceiros e comunidades em todo o mundo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático