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A decisão será tomada após uma análise epidemiológica do navio
MADRID, 5 maio (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que seu plano para o navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus é que ele continue até as Ilhas Canárias e, lá, em colaboração com as autoridades espanholas, seja desinfetado e seja realizada uma “investigação epidemiológica completa”, incluindo uma avaliação do risco dos passageiros.
“Estamos colaborando com as autoridades espanholas, que afirmaram que receberão o navio de cruzeiro para realizar uma investigação exaustiva, uma investigação epidemiológica completa, uma desinfecção integral do navio e, naturalmente, para avaliar o risco que representam os passageiros que se encontram a bordo”, informou a diretora do Departamento de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.
Van Kerkhove fez essas declarações em uma coletiva de imprensa organizada pelas Nações Unidas nesta terça-feira, realizada após uma reunião entre a OMS e as instituições envolvidas, com a participação da Espanha.
Posteriormente, na coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros, a secretária de Inclusão, Segurança Social e Migrações e porta-voz do Governo, Elma Saiz, não confirmou se o cruzeiro finalmente fará escala nas Ilhas Canárias, mas garantiu que “tudo está preparado para o atendimento, a avaliação e, se for o caso, a desinfecção, caso a OMS assim o exija”.
Nesse sentido, ela explicou que a decisão depende dos responsáveis do Executivo e dos membros da OMS, que concordaram que esta tarde será realizada uma inspeção do navio por uma equipe de epidemiologistas. “Isso ajudará nas decisões sobre os processos de repatriação e a rota do navio”, precisaram no Ministério da Saúde.
A OMS notificou sete casos, confirmados ou suspeitos, incluindo três óbitos. Um dos pacientes está em terapia intensiva na África do Sul, enquanto outros dois permanecem a bordo e aguardam evacuação para a Holanda para receber tratamento. Paralelamente, foi apontado um terceiro caso suspeito que apresentou febre em determinado momento.
HIPÓTESE SOBRE A ORIGEM
Van Kerkhove explicou que a OMS está trabalhando com a hipótese de que o primeiro paciente tenha sido infectado fora do navio, levando em conta que o período de incubação varia entre uma e seis semanas. Especificamente, ela indicou que ele pode ter contraído o vírus “durante alguma atividade”.
“Tratava-se de um navio de expedição, e muitas das pessoas a bordo praticavam observação de aves. Realizavam muitas atividades relacionadas à fauna silvestre. Portanto, nossa hipótese é que se infectaram fora do navio e depois embarcaram no cruzeiro”, explicou.
Além disso, ela destacou que o cruzeiro fez escala em muitas ilhas diferentes ao longo da costa africana, onde também há uma grande variedade de fauna silvestre, aves e, em algumas, muitos roedores. “Portanto, poderia haver alguma fonte de infecção nessas ilhas”, referiu, indicando que perguntaram sobre a presença de ratos no navio e lhes disseram que não há.
No entanto, acrescentou que a OMS acredita que possa estar ocorrendo transmissão de pessoa para pessoa entre os contatos próximos e pessoas que compartilharam cabines.
Além disso, ele indicou que a hipótese de trabalho é que se trate da espécie do vírus Andes. “Pode não ser assim, mas partimos desse pressuposto até que se prove o contrário, porque sabemos que, no passado, houve certa transmissão limitada de pessoa para pessoa com esse vírus”, afirmou.
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