Publicado 28/04/2025 04:09

A OMS pede códigos de conduta profissional para proibir que os profissionais de saúde realizem mutilação/corte genital feminino

Archivo - Arquivo - Uma menina usa uma camiseta 'Stop mutilation' durante um evento para comemorar o Dia Internacional de Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina, na Plaza del Museo Reina Sofia, em 6 de fevereiro de 2023, em Madri, Espanha.
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma nova diretriz que inclui diferentes medidas contra a mutilação/corte genital feminino, como o estabelecimento de códigos de conduta para proibir os profissionais de saúde de realizar esse tipo de prática, bem como para apoiar as vítimas.

Essa diretriz também busca treinar os profissionais de saúde na prevenção, pois estima-se que, em 2020, até 52 milhões de meninas e mulheres foram submetidas à mutilação genital por profissionais de saúde, o que representa um quarto de todos os casos.

"O setor de saúde tem um papel essencial a desempenhar na prevenção da mutilação genital feminina: os profissionais de saúde devem ser agentes de mudança, não perpetradores dessa prática prejudicial, e também devem fornecer atendimento de alta qualidade àqueles que sofrem seus efeitos", disse Pascale Allotey, Diretora de Saúde e Pesquisa Sexual e Reprodutiva da OMS e do Programa Especial da ONU sobre Reprodução Humana (HRP).

Entre as medidas, está o fato de que a comunicação sensível pode ajudar os profissionais de saúde a recusar efetivamente pedidos para realizar a prática, ao mesmo tempo em que informam o público sobre os graves riscos a curto e longo prazo.

Estudos demonstraram os danos causados pela mutilação genital feminina, independentemente de quem a realiza, e alguns até sugerem que os profissionais de saúde podem causar cortes mais profundos e mais graves; essa "medicalização" também representa uma legitimação "involuntária" da prática.

"A pesquisa mostra que os profissionais de saúde podem ser influentes na mudança de atitudes em relação à MGF e desempenhar um papel crucial na sua prevenção", disse Christina Pallitto, cientista da OMS e do HRP, diretora da nova diretriz.

Nesse sentido, ela enfatizou que a participação de médicos, enfermeiros e parteiras é "fundamental" para prevenir a mutilação genital feminina, embora também seja de vital importância fornecer educação e informação em nível comunitário, realizando atividades de conscientização envolvendo homens e meninos para aumentar o conhecimento sobre essa prática, promover os direitos das meninas e conseguir mudanças de atitude.

O guia também inclui recomendações clínicas para garantir o acesso a cuidados médicos de alta qualidade e empáticos para sobreviventes de MGF, já que elas enfrentam uma infinidade de problemas, incluindo apoio à saúde mental, reparos cirúrgicos e riscos obstétricos.

A OMS enfatizou que o compromisso e o apoio adequado são fundamentais para a erradicação da mutilação genital feminina, citando o exemplo de países como Burkina Faso, Serra Leoa e Etiópia, que observaram reduções na prevalência entre meninas de 15 a 19 anos nos últimos 30 anos de até 50%, 35% e 30%, respectivamente, graças à ação coletiva e ao compromisso político.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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