Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
A Organizao Mundial da Saúde (OMS) publicou uma nova diretriz que inclui diferentes medidas contra a mutilao/corte genital feminino, como o estabelecimento de códigos de conduta para proibir os profissionais de saúde de realizar esse tipo de prática, bem como para apoiar as vítimas.
Essa diretriz também busca treinar os profissionais de saúde na preveno, pois estima-se que, em 2020, até 52 milhes de meninas e mulheres foram submetidas mutilao genital por profissionais de saúde, o que representa um quarto de todos os casos.
"O setor de saúde tem um papel essencial a desempenhar na preveno da mutilao genital feminina: os profissionais de saúde devem ser agentes de mudana, no perpetradores dessa prática prejudicial, e também devem fornecer atendimento de alta qualidade queles que sofrem seus efeitos", disse Pascale Allotey, Diretora de Saúde e Pesquisa Sexual e Reprodutiva da OMS e do Programa Especial da ONU sobre Reproduo Humana (HRP).
Entre as medidas, está o fato de que a comunicao sensível pode ajudar os profissionais de saúde a recusar efetivamente pedidos para realizar a prática, ao mesmo tempo em que informam o público sobre os graves riscos a curto e longo prazo.
Estudos demonstraram os danos causados pela mutilao genital feminina, independentemente de quem a realiza, e alguns até sugerem que os profissionais de saúde podem causar cortes mais profundos e mais graves; essa "medicalizao" também representa uma legitimao "involuntária" da prática.
"A pesquisa mostra que os profissionais de saúde podem ser influentes na mudana de atitudes em relao MGF e desempenhar um papel crucial na sua preveno", disse Christina Pallitto, cientista da OMS e do HRP, diretora da nova diretriz.
Nesse sentido, ela enfatizou que a participao de médicos, enfermeiros e parteiras é "fundamental" para prevenir a mutilao genital feminina, embora também seja de vital importncia fornecer educao e informao em nível comunitário, realizando atividades de conscientizao envolvendo homens e meninos para aumentar o conhecimento sobre essa prática, promover os direitos das meninas e conseguir mudanas de atitude.
O guia também inclui recomendaes clínicas para garantir o acesso a cuidados médicos de alta qualidade e empáticos para sobreviventes de MGF, já que elas enfrentam uma infinidade de problemas, incluindo apoio saúde mental, reparos cirúrgicos e riscos obstétricos.
A OMS enfatizou que o compromisso e o apoio adequado so fundamentais para a erradicao da mutilao genital feminina, citando o exemplo de países como Burkina Faso, Serra Leoa e Etiópia, que observaram redues na prevalncia entre meninas de 15 a 19 anos nos últimos 30 anos de até 50%, 35% e 30%, respectivamente, graas ao coletiva e ao compromisso político.
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