Exige responsabilidade institucional e que não se politize a saúde pública
MADRID, 8 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Organização Médica Colegial da Espanha (OMC), Tomás Cobo, pediu “tranquilidade e confiança” à população em relação ao surto de hantavírus associado ao cruzeiro “MV Hondius”, insistindo que o cenário não é comparável ao da pandemia de Covid-19, pois existem protocolos internacionais, sistemas de vigilância preparados e profissionais experientes.
Além disso, ele explicou que o conhecimento científico disponível permite compreender adequadamente os mecanismos de transmissão, os períodos de incubação e as medidas de controle necessárias para limitar os riscos e proteger a população.
Cobo destacou a capacidade da Espanha de enfrentar a situação por meio de “um sistema de saúde sólido”, “profissionais altamente qualificados e estruturas capazes de responder a doenças infecciosas complexas”. Por isso, ele assinalou que “a preocupação é legítima; o alarmismo, não”.
Nesse contexto, ele exigiu “responsabilidade institucional, coordenação, unidade e confiança na evidência científica”, afirmando que as crises de saúde pública “não podem se tornar espaços de confronto político nem de mensagens contraditórias que aumentem a inquietação social”.
Em vez disso, ele precisou que a população precisa de “informações claras, proporcionais e baseadas em critérios médicos e científicos”, de modo que insistiu em evitar “debates estéreis que levam a alarmismos desnecessários”.
Cobo lembrou que uma crise sanitária pode rapidamente derivar em uma crise de comunicação e de confiança pública. Para evitar isso, ele instou as administrações, os responsáveis políticos, os profissionais de saúde e a mídia a trabalharem com base na coordenação, no rigor informativo e na responsabilidade institucional.
Assim, defendeu que a “melhor resposta” diante de qualquer alerta sanitário deve basear-se em “ciência, transparência, prudência e cooperação” e, nesse sentido, destacou que a confiança da população é protegida com “informações verdadeiras, coerentes e baseadas no conhecimento científico”. “Politizar a saúde pública apenas enfraquece a confiança dos cidadãos e dificulta o trabalho daqueles que são chamados a protegê-la”, insistiu.
“Hoje, mais do que nunca, devemos agir com bom senso, apoiar nossos profissionais de saúde e reforçar a confiança nas instituições e na evidência científica. Essa é a melhor garantia de tranquilidade para a sociedade”, reiterou.
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