Carlos Luján - Europa Press
Estudam possíveis tratamentos
MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o risco do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já é “muito alto em nível nacional”, após a confirmação de 82 casos e 7 mortes, além de cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes sob investigação.
“Anteriormente, a OMS avaliou o risco como alto em nível nacional e regional, e baixo em nível global. Agora estamos revisando nossa avaliação de risco: muito alto em nível nacional, alto em nível regional e baixo em nível global”, declarou Tedros durante uma coletiva de imprensa.
Por sua vez, ele informou que a situação em Uganda permanece estável, com dois casos confirmados e uma morte, sem que tenham sido registrados novos contágios ou óbitos. “As medidas adotadas em Uganda, incluindo o rastreamento intensivo de contatos e o cancelamento da comemoração do Dia dos Mártires, parecem ter sido eficazes para prevenir uma maior propagação do vírus”, acrescentou durante uma coletiva de imprensa.
Além disso, uma pessoa de nacionalidade americana que trabalhava na RDC testou positivo e foi transferida para a Alemanha para receber atendimento médico. Além disso, a Organização Mundial da Saúde informou que está acompanhando de perto o caso de outro cidadão americano considerado contato de alto risco, que foi transferido para a República Tcheca.
“Esses números estão mudando à medida que melhoram os esforços de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão dificultando a resposta”, observou Tedros.
Em seguida, ele insistiu que as áreas afetadas pelo surto são “altamente inseguras”. “A intensificação dos combates nos últimos meses provocou o deslocamento de mais de 100 mil pessoas. Em ambas as províncias, cerca de 4 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária urgente, 2 milhões estão deslocadas e 10.000 sofrem de fome aguda. Além disso, existe uma grande desconfiança em relação às autoridades estrangeiras”, afirmou.
POSSÍVEIS TRATAMENTOS
Por outro lado, Tedros destacou que foram identificados alguns medicamentos para o tratamento de pacientes com ebola. Especificamente, a Organização Mundial da Saúde recomendou priorizar dois anticorpos monoclonais para o avanço em ensaios clínicos, bem como a avaliação de um ensaio com um antiviral como profilaxia pós-exposição em contatos de alto risco.
“Este ensaio está sendo desenvolvido em conjunto com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças e o consórcio colaborativo de pesquisa aberta sobre filovírus. Também estamos em conversações com parceiros sobre vacinas candidatas em desenvolvimento e fabricação”, destacou Tedros.
Nesse sentido, a diretora do Departamento de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Sylvie Briand, explicou que esses medicamentos foram reutilizados porque já haviam sido empregados anteriormente contra outras cepas do vírus do ebola.
“No entanto, nos testes, eles também demonstraram certa eficácia contra essa cepa de Bundibugyo. Portanto, contamos com dois anticorpos monoclonais que poderiam ser utilizados como terapia e também com um antiviral potencialmente aplicável ao tratamento”, observou.
Em relação às vacinas contra essa cepa, Briand observou que “ainda não existe nenhuma específica” para este surto. No entanto, ele explicou que o comitê da Organização Mundial da Saúde está avaliando as características de uma possível candidata, embora seu desenvolvimento para ensaios clínicos possa levar de seis a nove meses.
Além disso, existe outra vacina candidata desenvolvida com base em uma plataforma de adenovírus de chimpanzé. Trata-se de um projeto impulsionado conjuntamente pela Universidade de Oxford e pelo Serum Institute of India. “Atualmente, ela se encontra em fase de produção, embora ainda não haja dados suficientes que respaldem seu uso em ensaios clínicos em humanos. Por isso, estamos aguardando os resultados dos estudos em animais para determinar se ela poderia se tornar uma vacina promissora de pesquisa para este surto”, observou.
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