Publicado 06/11/2025 07:12

OMS destaca o potencial da telemedicina para melhorar o atendimento a pessoas com demência

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MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -

Uma pesquisa conduzida pela Organização Mundial da Saúde na Europa, em conjunto com um grupo de universidades internacionais, examinou como a integração de tecnologias digitais de saúde em ambientes favoráveis aos idosos e sistemas de apoio comunitário pode reduzir a depressão e a ansiedade, bem como aliviar sentimentos de isolamento social e solidão, resultando em melhores resultados para pacientes e cuidadores.

De acordo com o relatório, a telemedicina funciona melhor quando combinada com um forte apoio da comunidade, desde o atendimento em áreas rurais até iniciativas locais de engajamento social. Essas abordagens não apenas melhoram o acesso ao tratamento, mas também fortalecem a inclusão, garantindo que as pessoas com demência permaneçam membros ativos de suas comunidades.

"A tecnologia, quando usada com compaixão e com as políticas certas, pode conectar as pessoas (inclusive pacientes e seus cuidadores), aliviar a solidão e trazer esperança para as pessoas com demência e suas famílias", disse Natasha Azzopardi-Muscat, diretora de Sistemas de Saúde da OMS/Europa e coautora do estudo.

Ela enfatiza que essa não é apenas uma ferramenta de saúde: "É um apelo aos governos e aos provedores de saúde digital para que ajam de modo a garantir que ninguém seja deixado para trás na era digital.

UMA NOVA OPORTUNIDADE PARA O TRATAMENTO DA DEMÊNCIA

A OMS destaca que, tradicionalmente, o tratamento da demência tem sido oferecido principalmente por meio de consultas presenciais. No entanto, a prestação desse tipo de atendimento apresenta desafios, principalmente nas comunidades rurais, onde o acesso a serviços especializados é limitado. As tecnologias digitais de saúde oferecem novas oportunidades para o tratamento da demência. Elas variam de lembretes de medicação a sofisticados sistemas de IA projetados para prever e prevenir acidentes e melhorar a qualidade e a acessibilidade do atendimento.

O estudo baseia-se em quase 100 revisões e quase 3.000 registros, oferecendo informações práticas para clínicos, pesquisadores, formuladores de políticas e cuidadores. No entanto, a qualidade das evidências varia, destacando a necessidade de mais pesquisas para orientar a implementação eficaz de ferramentas digitais no tratamento da demência.

"O aumento da expectativa de vida na Região Europeia da OMS é uma excelente notícia, mas também exige que preparemos nossos sistemas de saúde e assistência para responder melhor à demência e dar suporte aos idosos", disse Yongjie Yon, Oficial Técnico para Envelhecimento e Saúde, OMS/Europa.

"As tecnologias digitais não apenas ajudam os idosos a gerenciar seus sintomas, mas também permitem que eles participem ativamente de suas comunidades. Isso é essencial para manter sua dignidade e independência", acrescentou.

ABORDAGENS INCLUSIVAS

A população da Região Europeia está envelhecendo rapidamente. Espera-se que o número de pessoas com mais de 60 anos na região chegue a 247 milhões até 2030 e ultrapasse 300 milhões até 2050. Espera-se que o número de pessoas com mais de 80 anos de idade, que provavelmente precisarão de apoio, mais do que dobre até 2050. Isso exigirá que os sistemas de saúde e assistência se adaptem, já que uma expectativa de vida mais longa pode levar a maiores necessidades de apoio, incluindo cuidados para doenças como a demência.

A demência é uma consequência de várias doenças e lesões que afetam o cérebro. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e pode contribuir para 60 a 70% dos casos. A demência é a sétima principal causa de morte e uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos em todo o mundo, afetando desproporcionalmente as mulheres, tanto direta quanto indiretamente.

Para ser eficaz, a pesquisa destaca que as ferramentas digitais de saúde devem ser integradas a ambientes favoráveis aos idosos com forte apoio da comunidade. Isso é fundamental para a próxima Estratégia Europeia da OMS sobre Envelhecer é Viver: Promovendo uma Vida de Saúde e Bem-Estar (2026-2030) e para a Rede Global da OMS para Cidades e Comunidades Amigas do Idoso. O avanço dessas soluções está alinhado com as metas da Década das Nações Unidas para o Envelhecimento Saudável, que exige abordagens mais inclusivas para apoiar o bem-estar dos idosos em todo o mundo.

MELHORAR A INDEPENDÊNCIA, A SEGURANÇA E AS CONEXÕES SOCIAIS

As tecnologias digitais no tratamento da demência podem aliviar a depressão e a ansiedade dos pacientes, melhorar a saúde mental e cognitiva e também apoiar os cuidadores, reduzindo o estresse e protegendo seu bem-estar.

Ao mesmo tempo, o estudo também detectou alguns desafios. A fadiga e a frustração foram algumas vezes relatadas como efeitos negativos das avaliações virtuais, especialmente entre usuários mais velhos ou cuidadores menos familiarizados com ferramentas digitais. Isso ressalta a importância de abordar a usabilidade e a acessibilidade para garantir que as soluções digitais ofereçam benefícios equitativos no tratamento da demência.

"Embora as ferramentas digitais, como a telemedicina, não curem a demência, sabemos que elas podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores", disse David Novillo Ortiz, consultor regional de Dados, Evidências e Saúde Digital da OMS/Europa e coautor do estudo.

"Também sabemos que mesmo pequenas melhorias na saúde mental e na conexão social podem retardar a deterioração e reduzir a dependência, e é por isso que a OMS/Europa está empenhada em ajudar os países a melhorar a saúde mental e a conexão social", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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