Publicado 17/04/2026 06:40

A OMS destaca a necessidade de prestar assistência a mulheres e crianças no Oriente Médio, “gravemente afetadas” pelo conflito

Archivo - Arquivo - Localidade no sul do Líbano destruída por bombardeios israelenses
Marwan Naamani/dpa - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de atender às necessidades de mulheres e crianças no Oriente Médio, “gravemente afetadas” pelos conflitos no Líbano, no Irã e em Gaza, um contexto marcado pela violência e pelas deslocações que lhes “impede o acesso a serviços essenciais de saúde”.

De acordo com o 4º relatório de situação da OMS sobre a escalada do conflito no Oriente Médio, fornecer serviços seguros de atenção materno-infantil, serviços psicossociais e de proteção “é fundamental” para proteger sua saúde física e mental, manter e restabelecer o tecido social e o bem-estar familiar.

A OMS alerta que a cessação das hostilidades, como resultado do cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, “continua frágil”, pelo que é necessário “manter a prontidão operacional diante de uma possível deterioração da situação”.

O relatório detalha em números o impacto do conflito no Oriente Médio. Especificamente, aponta que há 3,2 milhões de deslocados no Irã e mais de um milhão no Líbano, sem dados para o Iraque e Israel; 23.314 feridos no Irã, 6.921 no Líbano, 300 no Iraque e 7.740 em Israel. Estima-se também 2.362 mortos no Irã, 2.124 no Líbano, 109 no Iraque e 26 em Israel.

No que diz respeito aos ataques contra infraestruturas de saúde, o relatório aponta que foram verificados 24 no Irã, que causaram nove mortes; 133 no Líbano, com 206 feridos e 88 mortos; e seis em Israel.

RISCOS À SAÚDE

Dentro da região, destaca a situação no Líbano e no Irã, que considera “países prioritários”, sobretudo devido ao importante deslocamento populacional no Líbano. Conforme detalha, os principais riscos à saúde nesses países continuam sendo os traumatismos e lesões, a interrupção da assistência médica para doenças não transmissíveis e o aumento da necessidade de serviços de saúde mental e apoio psicossocial.

Paralelamente, aponta para o acesso limitado a serviços essenciais de saúde, o maior risco de transmissão de doenças transmissíveis e a exposição a riscos radiológicos, nucleares e químicos industriais, incluindo possíveis impactos na saúde ambiental e no acesso à água potável.

A OMS detalha que o Ministério da Saúde do Irã solicitou o fornecimento de medicamentos, equipamentos e apoio para o tratamento de doenças não transmissíveis e a mobilização de equipes médicas de emergência (EMT).

Sobre o Líbano, destaca a necessidade urgente de ampliar a cadeia de abastecimento médico e assinala que as reservas de insulina estão se esgotando, enquanto seu preço é cada vez mais alto.

Em relação a Gaza, assinala que ocorreram interrupções na prestação de serviços de saúde, água, saneamento e higiene. Entre os riscos sistêmicos estão falhas na cadeia de frio, interrupções no fornecimento de material médico e limitações no transporte.

Além disso, expressa uma “grande preocupação” com os riscos ambientais e industriais, com ataques a infraestruturas vitais, como usinas de dessalinização e instalações de combustível, que podem interromper o acesso à água para as comunidades rurais, o que acarreta riscos à saúde e poluição ambiental.

Por fim, indica que a insegurança, a deterioração das condições e as necessidades humanitárias não atendidas estão gerando deslocamentos populacionais persistentes. Especificamente, destaca o retorno de cidadãos iranianos através da Turquia, o deslocamento de cidadãos libaneses para a Síria e o retorno de cidadãos sírios e afegãos aos seus países de origem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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